Uma operação do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP), realizada nesta quarta-feira (25/03), resultou na prisão em flagrante de três homens acusados de integrar uma associação criminosa voltada à agiotagem e extorsão violenta no bairro Aleixo, zona sul de Manaus.

Entre os detidos estão Leonardo e Ataíde — este último identificado como estelionatário contumaz com um histórico de 20 boletins de ocorrência por aplicar golpes em pessoas que buscavam emprego.

As investigações revelam que Ataíde diversificou sua atuação criminosa recentemente. Focado em fraudes de recolocação profissional, ele passou a atuar na cobrança violenta de dívidas.

“O Ataíde tem mais ou menos 20 boletins de ocorrência por estelionato. Ele aplicava golpes muito, na maioria das vezes, dizendo que estava arrumando vagas de emprego. Fazia grupos com pessoas, cobrando quantias de R$ 200, R$ 300”, afirmou a delegada Débora Barreiros, titular do 16º DIP.

Segundo a autoridade, a associação com Leonardo tornou-se evidente em fevereiro deste, quando passaram a monitorar vítimas em tempo real.

Cerco e perseguição

A prisão ocorreu após uma idosa de 63 anos denunciar que estava sendo vigiada. Os criminosos enviaram fotos da fachada da casa dela e de armas de fogo para intimidá-la.

No momento da abordagem, ao avistarem a viatura, os suspeitos empreenderam fuga em um veículo, descartando objetos pela janela durante a perseguição até a Avenida Constelação.

“Os policiais iniciaram a perseguição e observaram que os suspeitos começaram a se desfazer de objetos pela janela do carro, incluindo celulares e uma arma de fogo. Não conseguimos lograr êxito em encontrar arma de fogo, mas encontramos um acessório da arma de fogo”, detalhou a delegada sobre a captura do trio.

Mecanismo de extorsão

A vítima, que possui um pequeno comércio, relatou um esquema de asfixia financeira. “Embora tivesse contraído R$ 500 com outro agiota no passado, o grupo de Ataíde passou a cobrar a vítima indevidamente com extrema agressividade, chegando a invadir sua residência e tomar seu celular. Ela chegou a pegar R$ 500, já tinha pago mais de R$ 1.000, diariamente em R$50, R$60 e essa dívida não tinha fim”, concluiu Débora Barreiros, reforçando que a vítima não possuía nenhum débito real com o cobrador que a ameaçava.

Prejuízo

  • Valor inicial: R$ 500
  • Total já pago: Mais de R$ 1.000
  • Parcelas: Cobranças diárias de R$ 50 a R$ 60.

Os três homens confessaram pertencer a um grupo de agiotagem e responderão por extorsão e ameaça, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e crime de agiotagem

Os autuados passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição do Poder Judiciário.

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