Manaus é a 20º capital com pior qualidade de vida do Brasil segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A capital amazonense alcançou 63,91 pontos, ficando atrás de cidades como Boa Vista, São Luís e Fortaleza, mas à frente de Belém, Recife, Salvador, Macapá e Porto Velho.

O ranking mede a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas da população, garantir bem-estar e ampliar oportunidades. Para isso, considera 57 indicadores sociais e ambientais divididos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

Manaus teve os melhores resultados nas dimensões Moradia (86,89), Água e Saneamento (78,13), Acesso à Informação e Comunicação (84,10), Acesso ao Conhecimento Básico (76,68) e cobertura vacinal (80,03).

A capital amazonense também se destaca na dimensão Oportunidades, com 52,69 pontos. Contudo, Manaus ainda enfrenta dificuldades nas dimensões Segurança Pessoal (37,50), Saúde e Bem-Estar (54,82), Direitos Individuais (49,09), Inclusão Social (54,08) e Acesso à Educação Superior (56,87) e Homicídios (45,14).

Além de ocupar a 20ª colocação entre as capitais, Manaus ficou na 1.270ª posição nacional entre os municípios brasileiros.

Estadual
O Amazonas tem a 8ª pior qualidade de vida entre as 27 unidades federativas. O estado registrou 59,34 pontos no ranking, ficando abaixo da média nacional de 63,40 pontos.

A maioria dos 62 municípios amazonenses obteve notas entre 48,25 e 58,79. A capital  teve o melhor desempenho (63,91). Depois de Manaus, aparece Urucurituba (61,33), Amaturá (60,88) e Itapiranga (60,03).

No ranking estadual, o Distrito Federal lidera, com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraná (65,21) e Minas Gerais (64,66). Na outra ponta aparecem Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03).

País
Curitiba (PR) é a capital com melhor qualidade de vida, com 71,29 pontos. Em seguida vêm Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66).

Na outra ponta aparecem Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59) — as duas únicas capitais que ficaram fora do grupo dos melhores desempenhos do país.

Sobre o ranking
O levantamento visa mostrar que as diferenças entre as capitais vão além de renda ou tamanho econômico. Segundo a metodologia do IPS Brasil, o índice busca medir a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas, garantir bem-estar e ampliar oportunidades para a população. O estudo considera dados públicos relacionados a moradia, educação, saúde, segurança, inclusão social e acesso a direitos.

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