IBGE inicia última etapa do Censo na Terra Indígena Yanomami

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inicia nesta segunda-feira (6/3) uma operação pontual de coleta de dados para finalizar o Censo Demográfico na Terra Indígena Yanomami. Prevista para durar 30 dias, a operação censitária visitará 169 aldeias em Roraima e três no Amazonas.

A equipe do IBGE contará com o suporte de técnicos, militares e policiais, além de helicópteros da Polícia Rodoviária Federal. Serão 17 equipes compostas por recenseadores, guias indicados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e intérpretes. Em alguns casos, poderá haver acompanhamento de agentes da Secretaria Especial de Saúde Indígena. Ao todo, 110 servidores trabalham para a execução da ação do censo no território indígena.

O IBGE já tem 50% da coleta no território. A operação com suporte aéreo visa completar a metade final do recenseamento na região, mais especificamente, dos indígenas que vivem em áreas cujo acesso é particularmente complexo, acessíveis somente por voos de helicóptero.

“A principal dificuldade é a complexa logística de acesso às aldeias que envolve diferentes meios de transporte – terrestre, fluvial, aéreo em aviões de pequeno porte e de helicóptero – além de deslocamentos em trilhas entre aldeias próximas pela Floresta Amazônica”, explica a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes. “

Logística

Os grupos de trabalhos são transportados em aeronaves de pequeno porte fornecidas pela Funai até a localidade de Surucucu, em Alto Alegre (RR), onde está o 4º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro e um Polo Base de Saúde Indígena. Dali, partem voos em helicópteros até as comunidades.

O Exército apoiará no fornecimento de alojamento em Surucucu e no transporte de combustível de aviação para os helicópteros. Os polos de saúde na localidade servirão de pontos de apoio para os recenseadores durante a realização do Censo.

👁 0 visualizacoes

PUBLICIDADE