A eleição indireta que escolheu o deputado estadual Roberto Cidade (União) como governador tampão do Amazonas, nesta segunda-feira (4/5), deve provocar uma reconfiguração nas cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) e da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Com a saída de Cidade do Legislativo estadual para assumir o comando do Executivo, a primeira suplente, professora Jacqueline (União), passa a ter direito à vaga na Aleam. A possível movimentação, no entanto, desencadeia um efeito na CMM.

Eleita vereadora, Jacqueline ocupa atualmente uma cadeira na Assembleia Legislativa por força de mandado de segurança, após a saída de Roberto Cidade. Caso assuma o cargo de forma permanente, abrirá vaga na Câmara Municipal para o primeiro suplente, Caio André (União).

Ele, por sua vez, ocupa hoje o cargo de secretário de Cultura (SEC), e precisará decidir entre permanecer na função no Executivo ou retornar ao Legislativo municipal.

“Com a eleição, ela assume a vaga. Dependerá do governador se continuamos na secretaria. Durante esse período em que esteve no mandato interino, foi um período de conversas e entendimento com os secretários, entendendo como o estado funcionava. Foi dada continuidade. Penso que, tomando posse, fará o planejamento para os próximos meses”, afirmou Caio André.

A definição sobre as mudanças, contudo, ainda depende de articulações políticas e decisões individuais. Jacqueline destacou que irá avaliar o cenário antes de confirmar se assumirá a vaga na Aleam.

“Não é fácil chegar ao cargo de vereadora e nem de deputada. Vou fazer as análises necessárias e conversar com o governador para tomar uma posição”, declarou.

Enquanto isso, o novo governador deve iniciar a reorganização da equipe e o planejamento administrativo para os próximos meses, o que pode influenciar diretamente nas escolhas dos aliados e na composição dos cargos estratégicos do Estado.

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