A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru, apresentou nesta segunda-feira (09/03) a prisão de

Geison Monteiro Franco, de 30 anos, foi preso pelo assassinato de seu irmão, José Francisco Monteiro Franco, de 36 anos. O crime ocorreu na madrugada do dia 4 de março, na comunidade Maniquara, zona rural de Manacapuru, após uma discussão banal potencializada pelo consumo de álcool e entorpecentes.

De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado John Castilho, os irmãos possuíam um histórico antigo de desavenças. Durante o desentendimento, Geison desferiu diversos golpes de faca no peito de José Francisco.

“Em um ato contraditório, o suspeito chegou a ajudar familiares a colocar a vítima em um veículo para socorro médico, mas fugiu para uma área de mata logo em seguida. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu pouco após dar entrada no hospital”, destacou o delegado  John Castilho, em coletiva de imprensa.

A polícia foi acionada ainda na madrugada e montou um cerco tático na região. “Na manhã seguinte conseguimos localizá-lo escondido na mata e efetuar a prisão em flagrante. Ele foi encontrado a cerca de 30 minutos de caminhada do local do crime”, relatou o delegado de Manacapuru.

Suspeito confessa e aponta motivo
Em depoimento, Geison confessou o homicídio e revelou que o crime foi motivado por um sentimento de injustiça familiar e ciúmes. Ele alegou que o irmão era o “protegido” da mãe, o que alimentava o desejo de revanche.

“Geison alega motivo de vingança, disse que o irmão sempre foi protegido pela mãe e que isso gerava constantes desavenças. Não demonstra arrependimento e afirma que agiu por vingança”, destacou a autoridade policial, acrescentando que a linha de investigação agora busca confirmar se houve premeditação do ataque.

Geison foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo torpe. Durante a audiência de custódia, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva.

Embora o infrator tivesse registros de atos infracionais enquanto menor de idade, esta foi sua primeira passagem pela polícia como adulto. O laudo pericial do corpo da vítima deve confirmar o número exato de estocadas desferidas.

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