
O Componente Indígena do Estudo de Impacto Ambiental já foi apresentado para comunidades dos povos Mura, das Terras Indígenas Lago Capanã e Apurinã, Tauamirim e Igarapé São João. Os defensores da BR-319 acreditam que é importante consultar as comunidades indígenas, mas que elas não estão próximas das margens da rodovia. Portanto não podem ser um entrave para as obras É o que defende o presidente da Associação Amigos da BR-319, André Marcílio.
O desmatamento na área da BR-319 é uma outra preocupação levantada. De acordo com pesquisadores do Inpa – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia -, em artigo publicado pela revista Land Use Policy, o desmatamento disparou nos últimos cinco anos e atualmente é duas vezes e meia maior do que em toda a Amazônia. Em Humaitá, onde termina um dos trechos asfaltados da BR, a derrubada da floresta aumentou 12 vezes em cinco anos. Por este motivo, a advogada e pesquisadora, Giovana Agutoli, reforça a importância de audiências públicas, respeitando os termos da Convenção 169.
Entramos em contato com o Dnit mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta quanto as irregularidades encontradas na apresentação do Componente Indígena do Estudo de Impacto Ambiental do Trecho do Meio na BR-319.
Tania Freitas – Rádio Rio Mar
Foto: DNIT
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