Contrariando decisão judicial, professores instalam greve e alunos ficam sem aulas no AM

Texto: Naine Carvalho

Contrariando decisão judicial que proibiu a greve dos professores no Amazonas, trabalhadores da rede estadual de saúde paralisaram as atividades e alunos ficaram sem aulas na manhã desta quarta-feira (17).

Os professores iniciaram a greve mesmo com uma decisão do desembargador Domingo Chalub declarando o movimento ilegal e autorizando que seja descontado as faltas dos trabalhadores que aderirem à paralisação. A Justiça determinou a aplicação de multa diária de R$ 30 mil ao  Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), que vai recorrer da decisão.

O primeiro ato da greve aconteceu em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Professores, pedagogos, profissionais da área administrativa bloquearam a avenida Mário Ypiranga por várias vezes e ocuparam a galeria do parlamento. As atividades foram paralisadas em 34 municípios.

Na capital, alunos compareceram às escolas estaduais, mas foram dispensados. Os trabalhadores pedem 25% de reajuste salarial, pagamento das progressões por titularidade e tempo de serviço, plano de saúde para aposentados, revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração, entre outras coisas.

Em discursos e cartazes, a categoria cobrou o apoio dos deputados estaduais na negociação com o Governo do Estado. O caso da capivara ‘Filó’ foi usado pelos trabalhadores durante o ato. Um dos cartazes, exibia a provocação “deputados façam pelos professores 25% do que fizeram pela Filó”.

A sessão da Aleam desta quarta chegou a ser aberta, mas por volta das 9h40 foi suspensa por tempo indeterminado para reunião da categoria com deputados.

Ao retomar a reunião, o presidente da Casa Legislativa, Roberto Cidade (UB), informou que uma comitiva de deputados da base governista se reunirá com o Governo sobre a pauta de reivindicações da categoria nesta quinta-feira (18).

o Estado a descontar as faltas dos professores que aderirem ao protesto.

Uma decisão liminar do desembargador Domingos Jorge Chalub Pereira, do Tribunal de Justiça do Amazonas (ALE-AM) que considerou ilegítima a decisão do sindicato. A ordem partiu de uma Ação Civil Pública (ACP) impetrada pelo Governo do Estado do Amazonas. Durante o protesto dos professores, o TJ-AM notificou o sindicato, o Sinteam vai recorrer.

a decisão do desembargador Domingos Chalub, do Tribunal de Justiça do Amazonas, que proibiu a paralisação. O magistrado estabeleceu multa diária de R$ 30 mil por dia ao Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas) por descumprimento da ordem judicial.

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