A construção do Hospital-Dia da Prefeitura de Manaus deverá ter início em janeiro de 2026. O anúncio foi feito pelo prefeito David Almeida (Avante) nesta terça-feira (23/12), durante entrevista concedida a jornalistas. A obra é uma das promessas de campanha de David nas Eleições de 2024 e tem como foco a realização de cirurgias eletivas e procedimentos ambulatoriais de média complexidade.
“Temos, no próximo mês de janeiro, a ordem de serviço para o início das obras da construção do Hospital Municipal. Em março, teremos o aquário municipal, fora as obras que já estão em execução, como a Cidade do Autista e o viaduto do Passarão”, afirmou o prefeito.
Segundo a Prefeitura de Manaus, a nova unidade de saúde será implantada no Parque Mosaico, na zona Oeste da capital. A estrutura foi projetada para reduzir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar o acesso da população a atendimentos com mais agilidade e eficiência.
Com aproximadamente 3,5 mil metros quadrados de área construída, o Hospital-Dia contará com 20 leitos, três salas de cirurgia e duas salas destinadas a procedimentos como biópsias e exames de imagem.
A unidade também terá sala de recuperação pós-anestésica com quatro leitos, ambulatório com dez consultórios, além de posto de enfermagem, farmácia, central de esterilização, cozinha, lavanderia e demais áreas de apoio.
A proposta é atender uma demanda reprimida do sistema público, com a realização de cirurgias de catarata, pterígio, vesícula, hérnia, laqueadura, procedimentos dermatológicos, ginecológicos, entre outros.
O Hospital-Dia funcionará conforme o modelo preconizado pelo Ministério da Saúde, caracterizado como uma unidade intermediária entre a internação hospitalar e o atendimento ambulatorial. Nesse formato, o paciente permanece no local por até 12 horas, sendo indicado para procedimentos que não exigem internação prolongada.
Infraestrutura e habitação
Durante a entrevista, o prefeito também abordou outras ações da gestão municipal, especialmente relacionadas a temas sensíveis da capital, como ocupações irregulares e habitação.
David Almeida afirmou que reconhece que muitas famílias ocupam áreas de risco por necessidade e que a política da prefeitura tem sido retirar essas pessoas de locais inseguros e realocá-las em moradias adequadas.
“Em 10 meses construímos um habitacional. O da avenida do Turismo vamos entregar em oito meses. É uma força-tarefa para resolver o problema da habitação. São cerca de 1.500 áreas de risco e estamos resolvendo isso ao retirar as pessoas desses locais”, concluiu.
Outras ações como aplicação de geomantas também foram citadas por ele em relação à contenção nas áreas de risco, especialmente durante o período de chuvas que Manaus registra, conhecido como “inverno amazônico”.
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