Caso Lorena: suspeito da morte de criança de 2 anos é preso

John Lenon Menezes Maia, 31, foi preso na tarde desta quarta-feira (31) na rua Atagamita, bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus. Ele estava foragido e é suspeito de matar Lorena Ferreira Rodrigues, que tinha 2 anos.

A companheira dele, Ana Beatriz Barbosa Guimarães, 20, tia da vítima, também foi presa na terça-feira (31) e confessou o crime.

De acordo com informações da polícia, John Lenon estava trabalhando em um lava jato e usava o nome falso de ‘João’. Ele foi reconhecido por populares, que acionaram a Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca). Durante a abordagem, o suspeito tentou fugir, mas foi impedido pelos policiais ao ser baleado no pé.

O suspeito precisou ser socorrido e encaminhado para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona Centro-Sul de Manaus, onde realizou um curativo, e em seguida foi levado para Delegacia, no bairro onde foi capturado.

Parceira confessa o crime

De acordo com delegada Joyce Coelho, titular da Depca, durante depoimento na quarta, Ana Beatriz confessou o crime e relatou episódios de tortura. “Ela fez um relato muito triste. A mãe da criança teria viajado e deixado a criança aos cuidados dela, prometendo dar dinheiro. A criança passou a sofrer maus tratos, episódios de tortura. O homem dava rasteira, a criança caía no chão. Ele batia na cabeça da vítima com um esfregão”, disse a delegada.

Ainda de acordo com o depoimento de Ana Beatriz, no dia 22 de março de 2022, a criança foi espancada e passou a desmaiar, em consequência das pancadas. “Ela contou que fez a menina dormir e depois percebeu que ela não estava mais respirando. Então, eles discutiram o que fazer com o corpo da criança”, disse.

Crime e investigação

A investigação aponta que Ana Beatriz e John Lenon assassinaram a menina, em Manaus, e viajaram para o município de Autazes (a 113 quilômetros de Manaus) para ocultar o corpo da criança. A vítima foi encontrada dentro de uma mochila no dia 27 de março de 2022, enterrado no quintal do avô dela em Autazes.

A investigação da Depca usou imagens de câmeras de segurança da capital para fazer a acusação. Vídeos do dia 23 de março flagraram o casal em uma motocicleta transportando o corpo dentro da bolsa. Quatro dias depois, os restos mortais da menina foram achados por um animal de estimação da família.

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