AM é o primeiro estado a entregar plano para erradicação da malária até 2035

O Amazonas é o primeiro do país a fazer a entrega do Plano Estadual de Eliminação da Malária no Amazonas para o Governo Federal.  

O plano foi lançado, na quarta-feira (31/05), pelo governador Wilson Lima (UB) na sede da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), bairro Colônia Santo Antônio, zona norte, onde fez a entrega de 627 itens para combater a doença nos 61 municípios do interior.

Entre as estratégias que constam no plano estadual para o controle da malária estão: reforço nas ações de prevenção e eliminação; ampliação do diagnóstico e tratamento; capacitações técnicas aos municípios; fortalecimento da vigilância dos casos; integração da Atenção básica nas ações; e aquisição e doação de equipamentos e insumos aos municípios.

Também estão previstas cooperação técnica com instituições nacionais e internacionais; parcerias com distritos sanitários especiais indígenas; criação de um aplicativo com informações sobre a doença; ações de educação em saúde e mobilização social; distribuição de mosquiteiro com inseticida; apoio aos municípios com visitas técnicas e monitoramento e avaliação anual das metas e objetivos do plano de eliminação.

Em maio de 2022, foi lançado pelo Ministério da Saúde, o “Plano Nacional de Eliminação da Malária – Elimina Malária Brasil”, que define objetivos e estratégias propostas de eliminação da malária no Brasil. O Amazonas assinou a carta de compromisso de eliminação da doença até 2035, quando deverá ser alcançada zero malária autóctone no estado.

“A primeira fase é a de preparação, em que se faz toda essa mobilização e prepara os municípios para esse enfrentamento e levantamento das necessidades. A segunda fase é o combate e controle vetorial, com as ações implementadas. A terceira fase consiste quando não há registro de óbitos e nem transmissão local. E a quarta fase já é para manter a vigilância, sendo que uma vez conquistada a não transmissão, garantir que o mosquito não seja reintroduzido”, explicou a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.

Esforços

Entre as dificuldades em controlar a malária no estado, estão as áreas de difícil acesso, dentre elas as populações indígenas que contabilizam 36,32% (19.647) do total de casos de 2022. Essa alta incidência da doença no Amazonas se dá em razão das condições ambientais e socioeconômicas, que favorecem a proliferação do mosquito Anopheles.

“O esforço do Governo do Amazonas tem sido fundamental para que possamos atingir tanto a redução de casos, nos últimos anos, como o rumo que temos seguido para a eliminação. Sabemos que a malária não é só um problema de saúde pública, mas um problema que envolve questões econômicas, sociais e ambientais. Eliminar a malária é preservar a Amazônia”, disse o responsável técnico pelo Programa Nacional de Eliminação de Malária do Ministério da Saúde, Dr. Cássio Roberto Leonel Peterka.

Elaboração

O Plano Estadual foi elaborado pelo Governo do Estado do Amazonas, por meio da FVS-RCP, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).

A elaboração do texto básico contou com a participação e colaboração dos membros do Grupo Técnico de Malária do Amazonas da FVS-RCP, apoiadores municipais para controle e eliminação da malária e foi validado por diversos profissionais com expertise em malariologia de instituições parceiras nacionais e internacionais. Após revisão e validação, o Plano foi submetido à Comissão Intergestores Bipartite (CIB/AM) para a sua aprovação.

O Plano foi idealizado para ser um instrumento que estabelece diretrizes para a elaboração dos Planos Municipais de Eliminação da Malária, pelas gestões de saúde municipais do Estado. Por sua vez, os Planos Municipais de Eliminação da Malária serão detalhados a nível operacional e serão elaborados por cada município, respeitando as diretrizes de descentralização do SUS.

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