O 3º sargento da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), David Lennon Pio dos Santos, o cabo Glaucio Wagner Pessoa Mota e o soldado Claudio Roberto de Miranda Andrade, foram presos em flagrante na madrugada de terça-feira (24/02), suspeitos de integrar uma quadrilha especializada no roubo de entorpecentes, prática conhecida no crime como “arrocho”.

As prisões ocorreram durante uma operação da Companhia de Operações Especiais (COE), nas proximidades da comunidade de Paricatuba, em Iranduba, no Rio Negro. Além dos policiais militares, outros dois homens, identificados como Marco Antonio Auzier de Oliveira Junior e Ronaldo de Souza Sabóia, também foram presos, apontados como informantes.

Os policiais, que estavam fora de serviço, foram interceptados em um bote de alumínio enquanto tentavam roubar cerca de uma tonelada de drogas de outra embarcação criminosa utilizando armamento de grosso calibre e coletes balísticos.

Ao serem abordados pela equipe da COE, os suspeitos reagiram. Houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. Com o grupo, foram apreendidos um arsenal de guerra:

Armamento: 01 fuzil calibre 5.56 (com 6 carregadores), 01 pistola Taurus 840, 01 pistola 9mm de uso restrito, 01 pistola .38 TPC e farta munição (72 de 9mm, 8 de .40 e 9 de .38)

Equipamentos: duas algemas, celulares, um detector de metal portátil e o bote com toldo de lona

Três PMs são presos suspeitos de tentar roubar 1 tonelada de drogas no Rio Negro

Investigação e custódia

O caso foi registrado no Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga a participação de outros policiais no esquema. Os cinco presos devem passar por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira (25/02). Até o momento, o paradeiro dos traficantes que eram donos da droga apreendida não foi informado.

Posicionamento da corporação

Em nota oficial, a Polícia Militar anunciou o afastamento imediato dos agentes e o recolhimento de suas armas. A instituição enfatizou que haverá rigor na apuração administrativa.

“A instituição reafirma que não admite desvios de conduta e atua com rigor para responsabilizar qualquer integrante que descumpra a lei, os princípios da honestidade e o compromisso com a sociedade amazonense, não permitindo que práticas incompatíveis com a missão policial tenham espaço nos quadros da Polícia Militar do Amazonas”, declarou a nota da PMAM.

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