Encontro do lago Tefé com o rio Solimões | Foto: Janailton Falcão
Chuvas intensas e o avanço da cheia dos rios no Amazonas levou mais três municípios a decretarem situação de emergência entre quinta-feira (28/05) e esta sexta-feira (29/05). As cidades de Tefé, Fonte Boa e Barreirinha publicaram decretos reconhecendo os impactos provocados pelos eventos climáticos em áreas urbanas e rurais.
Com os novos atos, o estado amplia a lista de municípios em situação de emergência por desastres hidrológicos e chuvas intensas.
Tefé publicou dois decretos em dois dias
O município de Tefé publicou dois decretos consecutivos relacionados aos impactos climáticos.
O primeiro, divulgado na quinta-feira, declarou situação de emergência por chuvas intensas. Segundo o documento, fortes tempestades atingiram o município no dia 17 de maio, provocando danos humanos e materiais, além de desalojamentos e prejuízos à população.
Já nesta sexta-feira, a prefeitura publicou um novo decreto, desta vez relacionado ao fenômeno hidrológico de inundação. O documento aponta que a subida do nível dos rios e afluentes provocou enchentes em áreas urbanas e rurais do município.
Os decretos autorizam mobilização da Defesa Civil, realização de campanhas de arrecadação, convocação de voluntários e adoção de medidas emergenciais por um período de 180 dias.
Alagamentos e danos à infraestrutura
Em Fonte Boa, o decreto publicado no dia 28 de maio atribui a situação de emergência às fortes chuvas intensificadas ao longo do mês.
Segundo o município, os alagamentos atingiram bairros como São Francisco I e II, Cidade Nova, Açacu, Belarmino Lins, Centro, Átila Lins, Pai Sabá e Delphina Aziz, além de estradas das comunidades do Tupé, Baré, Aeroporto, Chinelo, Taracuá e Mamupina.
O documento aponta comprometimento da infraestrutura urbana e rural, prejuízos às vias de acesso, danos a plantações e criações, além de impactos sociais, ambientais e econômicos.
Comunidades afetadas pela cheia
Já em Barreirinha, o decreto de emergência foi publicado na sexta-feira em razão da cheia do Rio Paraná do Ramos, que atingiu a marca de 8,10 metros no último dia 22 de maio.
O município informou que bairros da zona urbana, como Nova Conquista, Nova União, Praça da Bandeira, Beira Rio, Ladislau Lucas, Santa Luzia, Ulisses Guimarães, São Geraldo e Centro foram afetados.
Na zona rural, o decreto lista dezenas de comunidades impactadas, incluindo áreas ribeirinhas, quilombolas e localidades próximas a lagos e paranás.
Segundo a prefeitura, os danos incluem prejuízos humanos, materiais, ambientais e econômicos, além de comprometimento na saúde da população e agravamento progressivo da cheia.
Situação segue em monitoramentoOs decretos permitem aos municípios acessar medidas emergenciais, solicitar apoio estadual e federal e acelerar ações de assistência às famílias afetadas.
As prefeituras também autorizam mobilização de órgãos públicos, convocação de voluntários, campanhas de arrecadação e ações de resposta da Defesa Civil.
Panorama da cheia
Atualmente, também estão em emergência pela cheia cidades como Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.
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