Dois homens foram presos suspeitos de envolvimento na morte do psicólogo e professor universitário Manoel Guedes Brandão Neto, de 42 anos, encontrado morto na manhã desta segunda-feira (21/07), em um terreno nos fundos da antiga cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Lourenço Braga, Centro de Manaus.
O primeiro a ser detido foi um homem conhecido como “Loirinho”, capturado ainda pela manhã. Durante a noite, Adenilson Medeiros, de 18 anos, conhecido como “Bisteca”, foi preso por policiais da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), a poucos metros do local onde o corpo foi encontrado. Ele foi detido inicialmente por populares que o reconheceram e tentaram agredi-lo até a chegada da polícia.
Segundo a irmã da vítima, Catarine Silva, “Bisteca” foi quem indicou o local exato onde o corpo do psicólogo estava: “O principal suspeito é esse tal de ‘Bisteca’, que me informou que meu irmão estava próximo de casa, morto. Todo tempo ele ficou lá no local do crime, tanto ele quanto o outro, o ‘Loirinho’”, afirmou. “Queremos que eles paguem pelo o que fizeram, mas eles estão negando. Um joga a culpa no outro”, acrescentou.
Os dois suspeitos foram apresentados na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o caso e apura se há outros envolvidos ou se o crime teve motivação além do roubo. A região onde o corpo foi encontrado é conhecida pelo abandono e pela presença de usuários de drogas, além de pessoas vivendo em situação de rua.
Possível latrocínio
Segundo informações preliminares, Manoel foi encontrado seminu, com calças abaixadas, sem o celular, tênis e carteira, o que reforça a possibilidade de latrocínio – roubo seguido de morte – e é a principal linha de investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
O Instituto Médico Legal (IML) informou que a causa da morte foi agressão física, estrangulamento e asfixia mecânica, possivelmente provocada por um golpe conhecido como “mata-leão”. A hipótese de violência sexual também será investigada.
Câmeras de segurança mostraram Manoel caminhando visivelmente assustado pela área na manhã de domingo (20/07), após sair de uma festa junina. Ele vestia camisa polo azul clara e calça jeans. A família havia registrado seu desaparecimento no mesmo dia, ao perder contato com a vítima.
Manoel era psicólogo, professor universitário e estudante de Farmácia, com estágio em um hospital da cidade. “Ele tinha muitos planos para o futuro, interrompidos de forma trágica”, lamentaram os familiares.
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