O empresário Diogo Marcel Dill, de 34 anos, se apresentou na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) neste domingo (28/12) e foi preso como principal suspeito da morte do borracheiro Sidney da Silva Pereira, de 36 anos, ocorrida no feriado de Natal na avenida Camapuã, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A prisão temporária por 30 dias foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) após o caso ganhar ampla repercussão.
O crime, motivado por uma briga entre vizinhos, possui narrativas distintas. Familiares de Sidney afirmam que o empresário, conhecido como “Gaúcho”, teria se irritado com o volume de um louvor gospel que a vítima ouvia por volta das 6h30. Após uma discussão, Sidney foi atingido por golpes de faca e morreu horas depois no Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo.
A defesa de Diogo, representado pela advogado Igor Maia, sustenta que o cliente reagiu a uma “injusta agressão”. Segundo os advogados, Sidney estaria embriagado e teria invadido a propriedade do empresário para confrontá-lo, negando dolo ou motivação fútil.
A defesa ressaltou ainda que o empresário não possui antecedentes criminais e é uma pessoa “respeitosa e educada”.
O advogado de Diogo Maciel explicou que o conflito teria sido resultado de uma briga entre vizinhos, agravada por som alto e fogos de artifício, situação que, segundo a defesa, já se estendia desde o dia anterior, com a polícia acionada diversas vezes.
Uso de remédio controlado
A defesa também afirma que o empresário não faz uso de álcool ou drogas, mantém boas relações com vizinhos e faz tratamento para ansiedade e depressão, com uso de medicação controlada, que será fornecida durante a custódia.
Vídeos gravados antes do confronto entre os vizinhos são apontados pelos advogados como fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime. Segundo a versão da defesa, Diogo não teria se incomodado com o conteúdo religioso da música, mas sim com uma situação de violência doméstica e familiar que estaria ocorrendo na via pública naquele momento.
A defesa afirma que a intervenção do empresário teria ocorrido com o objetivo de cessar a confusão, e não por intolerância ao som. As imagens, gravadas por vizinhos e anexadas ao inquérito policial, mostram Sidney durante uma discussão generalizada. Em determinado momento, ele aparece dando um tapa no rosto de uma mulher.
Investigação continua
O caso, inicialmente registrado como tentativa de homicídio, foi reclassificado para homicídio consumado após a confirmação do óbito. Diogo permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (29/12), quando será definida a manutenção ou não da prisão.
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