Orla da cidade desmoronou em janeiro de 2020 | Foto: Yuri Pinheiro/ Prefeitura de Parintins
A Prefeitura de Parintins decretou situação de emergência na zona urbana do município (a 369 quilômetros de Manaus) devido ao avanço da erosão fluvial na orla da cidade. O decreto foi publicado nesta segunda-feira (25/05) e reconhece o risco provocado pelo fenômeno conhecido como “terras caídas”, que ameaça áreas residenciais, comércios e estruturas públicas.
Este é o segundo decreto de situação de emergência emitido pela prefeitura em menos de um mês. No início de maio, o município já havia declarado emergência em razão das fortes chuvas e alagamentos que atingiram ao menos 18 famílias na área urbana.
O novo decreto, assinado pelo prefeito Mateus Assayag (PSD), classifica a situação como emergência de nível II em razão da erosão marginal fluvial, conforme parâmetros do Ministério do Desenvolvimento Regional.
Pontos afetados
Segundo o documento, relatórios técnicos da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil apontam risco de desmoronamentos em diferentes trechos da orla da cidade, especialmente nas áreas do Matadouro Municipal, Frigorífico e Cidade Garantido.
A prefeitura destaca que o desgaste das margens do rio já provoca desbarrancamentos, interdição de ruas e ameaça direta à população que vive nas proximidades.
O decreto também menciona que o avanço da erosão pode causar prejuízos econômicos, ambientais e sociais, além de exigir monitoramento constante das áreas consideradas de risco.
Com a medida, o município fica autorizado a mobilizar órgãos públicos, convocar voluntários e realizar ações emergenciais de resposta ao desastre. O texto ainda prevê a possibilidade de evacuação imediata de moradores em áreas ameaçadas.
A situação ocorre em meio ao período de cheia dos rios no Amazonas, cenário que historicamente intensifica processos erosivos em municípios ribeirinhos.
Erosão também atinge Urucurituba
Parintins não é o único município amazonense afetado pelo avanço das “terras caídas”. Em abril deste ano, Urucurituba também decretou situação de emergência após erosões provocarem desabamentos na margem fluvial da cidade.
Segundo o documento publicado pelo município, um episódio registrado em março causou erosão de aproximadamente 50 metros na orla, comprometendo a estabilidade do solo e levando à interdição da área afetada.
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