Um homem de 27 anos foi preso nessa quinta-feira (26/03) acusado de uma série de crimes sexuais contra a própria filha., em Manaus. Segundo as investigações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que duraram cerca de um mês, a criança de 10 anos costumava fazer desenhos para representar os abusos e as violências cometidas pelo pai.

O caso veio à tona após um monitoramento de dados provenientes de cooperação internacional, com apoio da Polícia Federal (PF). As autoridades identificaram que o suspeito realizou o upload de 87 arquivos contendo cenas de abuso sexual infantil em plataformas digitais.

De acordo com a delegada Mayara Magna, o que começou como uma apuração de crimes virtuais revelou uma realidade ainda mais grave dentro do ambiente doméstico.

“As investigações iniciaram há aproximadamente um mês e identificaram que o acusado fez o upload de dezenas de arquivos de abuso sexual infantil. Com o avançar das diligências, foi constatado também o crime de produção de vídeos e fotos de sexo explícito envolvendo a filha do autor”, explicou a autoridade policial, em coletiva de imprensa.

Prisão e apreensões

A prisão ocorreu no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. Durante o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) confiscou dois celulares que serão submetidos a perícia técnica.

“Ao chegar na casa desse homem, identificamos os mesmos lençóis e roupas que aparecem em vários vídeos produzidos por esse genitor. Em escuta especial, a criança revelou que o pai também mostrava vídeos de conteúdo sexual explícito durante os abusos”, detalhou Mayara Magna.

De acordo com a delegada, as investigações seguem para verificar se, além de produzir e armazenar o material, o homem também comercializava os vídeos envolvendo a menor. “As investigações continuam para identificar o alcance do compartilhamento desses arquivos”, destacou a delegada responsável pelo caso.

O homem permanece custodiado e responderá por estupro de vulnerável, além da produção e armazenamento de conteúdo contendo cena de sexo explícito envolvendo criança.

O nome do acusado foi preservado para garantir o sigilo e a proteção da identidade da vítima, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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