A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra o garimpo ilegal nos municípios de Manicoré e Humaitá, na calha do rio Madeira, interior do Amazonas. A ação, que ocorreu na manhã desta segunda-feira (15/09), resultou na destruição de balsas e dragas usadas para extração clandestina de minérios.

A intervenção gerou forte tensão nas cidades. Em Manicoré, segundo a prefeitura, cerca de 200 pessoas precisaram deixar a área portuária após a chegada das forças de segurança. Um confronto próximo à igreja Santo Antônio também foi registrado, onde moradores atiraram foguetes contra os agentes.

“A polícia precisou usar bombas de gás de efeito moral para conter a situação. As pessoas afetadas pela operação estão saindo da área e indo para a casa de parentes”, afirmou a secretária de Meio Ambiente de Manicoré, Marta Regina.

Imagens gravadas por moradores mostram as balsas em chamas e helicópteros sobrevoando a área. De acordo com informações preliminares, os equipamentos, de alto custo, foram inutilizados para inviabilizar a continuidade da atividade ilegal.

Apesar da tensão, não houve registro de prisões ou pessoas pessoas feridas, até o momento.

Operação destrói balsas de garimpo ilegal em Manicoré e  Humaitá

Confronto em Humaitá
Já no município de Humaitá, a orla foi isolada e também houve registro de troca de tiros entre garimpeiros armados e militares. A movimentação de pessoas na área portuária preocupa as autoridades pela possibilidade de novos embates.

Até o momento, não há registros oficiais de feridos ou presos. Em nota, os órgãos de fiscalização reforçaram que estão “comprometidos em combater práticas ilegais que degradam o meio ambiente e colocam em risco a segurança da população”.

A intervenção, que teve o apoio da Força Nacional, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A operação continua nos dois municípios, com reforço terrestre e aéreo, em combate à crimes ambientais que impactam a saúde das comunidades ribeirinhas.

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