Vinte e duas pessoas com mandados de prisão em aberto por não pagamento de pensão alimentícia foram presas em Manaus nesta quinta-feira (11/09). A ação, denominada ‘Operação Correnteza’, foi deflagrada pela Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (DECP), com apoio do Departamento de Polícia do Interior (DPI).

De acordo com as investigações, a maioria dos devedores tinha mandados expedidos por comarcas do interior do estado e se mudou para Manaus na tentativa de escapar da Justiça. Dois mandados foram emitidos pelas 7ª e 3ª Varas de Família da capital.

“Desde que assumimos, temos observado um número muito grande de devedores de pensão alimentícia aqui em Manaus, foragidos de outros municípios. Eles vêm para Manaus com a intenção de se furtar da Justiça, porque lá no interior, certamente, a captura é mais efetiva, são cidades pequena, todo mundo se conhece”, explicou o delegado Fábio Aly, titular da DECP.

Segundo ele, a operação vai além da punição legal: “Garantir o pagamento da pensão alimentícia é fundamental para que as crianças tenham acesso à creche, à educação e à alimentação, evitando, assim, a marginalização. Quando você prende um devedor de alimentos, está gerando para aquela criança, para aquela beneficiária, um conforto a mais, a garantia de que o genitor vai correr atrás para efetuar o pagamento”, afirmou.

Os presos eram procurados nas comarcas de Careiro, Nhamundá, Barcelos, Novo Airão, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Eirunepé, Humaitá, Maués, Jutaí, Rio Preto da Eva, Barreirinha, Alvarães e Iranduba.

Desdobramento de outras ações

Essa é a terceira fase da Operação Correnteza, que tem como foco o cumprimento de mandados de prisão civil por pensão alimentícia. A delegacia identificou cerca de 50 devedores residindo em Manaus com mandados de prisão de até um ano, e novas fases já estão planejadas.

A PC-AM também divulgou um canal de denúncias pelo WhatsApp, no número (92) 3667-7727, que pode ser usado para informar sobre devedores foragidos, além de outros tipos de procurados pela Justiça.

Todos os 22 presos foram encaminhados ao sistema carcerário, onde ficarão à disposição da Justiça.

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