As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apontam que Pedro Ivan Melo da Silva, de 22 anos, estava embriagado quando causou um grave acidente no dia 2 de julho, na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, zona Oeste de Manaus. A colisão entre a caminhonete RAM, de cor preta, placa TAC-7E87 que ele conduzia e o veículo da vítima, deixou uma mulher de 63 anos inconsciente e ferida, e colocou em risco a vida de seu neto de apenas três anos.
Pedro Ivan foi preso em flagrante no local e encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde o teste de alcoolemia apontou 0,34 mg/L de álcool por litro de ar alveolar, valor muito acima do permitido por lei (0,05 mg/L). Em depoimento, ele admitiu ter consumido gin e vodca na noite anterior, mas negou ter ingerido álcool na manhã do acidente. A versão foi contestada por policiais que encontraram garrafas de bebidas alcoólicas dentro da caminhonete que ele dirigia.
Além da embriaguez, o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) confirmou que Pedro dirigia com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida desde setembro de 2024, há cerca de dez meses.
Segundo o inquérito, Pedro Ivan dirigia em alta velocidade e sob efeito de álcool quando colidiu violentamente com a traseira de um Jeep Renegade, conduzido pela idosa, que no momento sinalizava para acessar o estacionamento de uma escola particular.
Com o impacto, o carro da idosa foi arremessado contra o muro da unidade de ensino. Ambos os ocupantes foram socorridos por ambulâncias e levados ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na zona Leste de Manaus. Apesar do susto, idosa e criança passam bem.
Carro era emprestado de amigo empresário
Agora, a polícia investiga a responsabilidade do empresário Alexandre Martins Soares Filho, de 21 anos, sócio da empresa Amazonpostes Indústria de Artefatos de Concreto, Ferro e Fibra Ltda., por ter emprestado sua caminhonete a Pedro Ivan.
O empresário foi incluído no inquérito policial com base no artigo 310 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que considera infração entregar a direção de veículo a pessoa não habilitada, com habilitação vencida ou sem condições de dirigir com segurança.
Em depoimento, Alexandre afirmou que “confiava em Pedro” e disse não saber da irregularidade da habilitação. O empresário explicou ainda que emprestou o carro para que o amigo buscasse pessoas no aeroporto e que, por estar sob efeito de medicamentos para dormir, não percebeu que o veículo não havia sido devolvido na mesma noite.
Condutor segue preso
Pedro Ivan teve a liberdade provisória negada pela Justiça do Amazonas e continua preso. A PC-AM segue colhendo depoimentos, analisando documentos e imagens para concluir o inquérito, apurando se o empresário poderá ser responsabilizado civil e criminalmente pelos danos causados às vítimas e pelo uso irregular do veículo de sua empresa.
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