A Albras, a oitava maior produtora do mundo e a primeira do continente, instalada em Barcarena, a 50 quilômetros de Belém, foi inteiramente desnacionalizada em 2011, quando a ex-estatal Companhia Vale do Rio Doce, privatizada em 1997, se retirou da empresa.

A Vale vendeu a sua participação, que era majoritária (com 50,9% do capital), à Norsk Hydro, multinacional que é uma das maiores produtoras do metal na Europa. Mais de um terço das suas ações é do governo norueguês.

Com 49,9% das ações, o consórcio japonês NAAC, que dividiu metade dos investimentos na Albras com a Vale, permaneceu na companhia. No entanto, sem qualquer comunicado público, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), órgão do governo japonês, ficou com 44,92% do capital da Albras. As 13 empresas japonesas do antigo consórcio tiveram que dividir entre si os 5% restantes.

Assim, a maior fábrica de alumínio primário do Brasil, com capacidade de produzir 460 mil toneladas do metal por ano, foi reestatizada. Mas passando para o controle dos governos do Japão e da Noruega.


A imagem que abre este artigo é de autoria de Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real e mostra a bacia de rejeitos da Albras, controlada pela Norsk Hydro, que tem como sócio o governo da Noruega e pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), órgão do governo japonês.


Além de colaborar com a agência Amazônia Real, Lúcio Flávio Pinto mantém quatro blogs, que podem ser consultados gratuitamente nos seguintes endereços:

* lucioflaviopinto.wordpress.com – acompanhamento sintonizado no dia a dia.

* valeqvale.wordpress.com – inteiramente dedicado à maior mineradora do país, dona de Carajás, a maior província mineral do mundo.

* amazoniahj.wordpress.com – uma enciclopédia da Amazônia contemporânea, já com centenas de verbetes, num banco de dados único, sem igual.

* cabanagem180.wordpress.com – documentos e análises sobre a maior rebelião popular da história do Brasil.

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