A segunda noite do 58º Festival de Parintins, neste sábado (28), traz uma viagem poética, ancestral e simbólica pelo imaginário amazônico e pelas raízes culturais do Brasil. Em mais um espetáculo grandioso, Caprichoso e Garantido transformam a arena do Bumbódromo em palco de resistência, memória e identidade coletiva.

Abrindo a noite, o Boi Caprichoso dá continuidade ao tema central de 2025, “É Tempo de Retomada”, com o subtema “Kizomba – Retomada pela Tradição”. A nação  azulada apresenta herança afro-amazônica, os saberes dos encantados e a luta dos povos originários.

O Ritual Indígena destaca o povo Munduruku, que  luta pela devolução de urnas funerárias sagradas retiradas durante a construção da usina de Teles Pires. O banquete sagrado Musudi simbolizou essa reconexão espiritual, reafirmando o protagonismo dos Wuy Jugu, guardiões da floresta.

Encerrando a noite, o Boi Garantido entra na arena com o tema “Boi do Povo, Boi do Povão” e o subtema “Garantido, Patrimônio do Povo”, numa apresentação que deve ser marcada pela força da tradição popular e pela conexão com suas origens.

O boi do coração exalta a cultura perreché, nascida da resistência de negros, indígenas e trabalhadores da Baixa, Xanda e São José — berço histórico do vermelho e branco.

Fechando a apresentação, o Ritual Ajté, do povo Madija Kulina, traz música, dança e espiritualidade em uma festa marcada por pinturas corporais e a força simbólica da onça, que restaura a paz entre os integrantes.

👁 2 visualizacoes

PUBLICIDADE