Caso Débora: acusados de matar grávida vão a júri popular em maio

Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva serão submetidos a júri popular no dia 27 de maio de 2026. Eles são acusados do assassinato brutal de Débora da Silva Alves, de 18 anos, que estava no oitavo mês de gestação quando desapareceu em julho de 2023.

“O julgamento ocorrerá no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, sob a condução do promotor de Justiça André Epifânio Martins”, informou o Ministério Público do Amazonas (MPAM). Embora o processo tramite em segredo de justiça, a gravidade dos fatos motivou a decisão de pronúncia pelo juiz Fábio Lopes Alfaia.

De acordo com as investigações e a denúncia do MPAM, Débora foi atraída para uma usina termelétrica no bairro Mauazinho por Gil Romero, com quem mantinha uma relação extraconjugal. O crime teria sido motivado pela tentativa do réu de ocultar a paternidade do bebê e a relação com a jovem.

O crime detalhado pela perícia chocou e repercutiu nacionalmente pela crueldade: a vítima foi asfixiada com um fio elétrico, teve os pés decepados e o corpo carbonizado com óleo quente e substâncias inflamáveis. A investigação aponta ainda que Gil Romero realizou um parto forçado na vítima já morta, retirou o feto de oito meses e o descartou em um saco dentro de um rio.

Qualificadoras do crime
Os réus enfrentarão um conselho de sentença pelos seguintes crimes e qualificadoras:

  • Homicídio qualificado: Motivo torpe, asfixia, recurso que impossibilitou a defesa e feminicídio
  • Aborto provocado: Referente à morte do feto retirado do ventre
  • Ocultação de cadáver: Devido à tentativa de queimar e abandonar o corpo em um camburão em área de mata.

O corpo de Débora só foi localizado em agosto de 2023, após a indicação de José Nilson, réu acusado de participação direta no assassinato. O caso agora aguarda o veredito popular. Até o momento, a defesa de Gil Romero não se manifestou sobre a decisão.

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