Um crime brutal chocou os moradores da Rua Itacoatiara, no bairro Cachoeirinha, na tarde dessa quinta-feira (29/01). Maria da Conceição Correia, uma idosa cadeirante de 82 anos, foi executada dentro da quitinete onde morava. O autor do crime foi identificado como seu filho, Márcio Luiz, que, segundo relatos de familiares, sofreu um surto psicótico e utilizou facas de cozinha para realizar o ataque.

A idosa foi esfaqueada dentro de um quarto, sem chance de defesa. Durante o surto, o homem não atacou apenas a mãe, mas também feriu outros dois familiares e um vizinho que, ao ouvir os gritos de socorro, tentou intervir e acabou atingido no braço esquerdo.

Márcio Luiz só foi contido quando um policial militar da reserva, que estava próximo ao local do crime, conseguiu desarmá-lo e dar voz de prisão:

“Eu estava saindo do portão da casa da minha mãe. Dei voz de prisão e o mantive imobilizado até a chegada das viaturas. Ele não parecia nervoso, mas estava muito alterado e tinha uma faca em cada mão”, relatou o sargento Guedes.

Cadeirante de 82 anos é morta pelo próprio filho em surto na Cachoeirinha
Foto: Reprodução

Dona Maria era natural de Maués e estava na capital há apenas seis meses para tratamento de saúde. Devido à sua condição de cadeirante e à necessidade de sessões de hemodiálise frequente, ela era considerada extremamente vulnerável.

O policial destacou ainda a fragilidade da vítima: “Era uma senhora que não tinha condições de se defender. Sempre via ela saindo com equipes do Samu todos os dias na porta de casa para o tratamento que ela fazia”, lamentou.

Prisão e investigação
Após o crime, vizinhos tentaram linchar o agressor, mas a intervenção do sargento e a chegada de equipes da Rocam garantiram a integridade do suspeito para os procedimentos legais. Na delegacia, Márcio Luiz manteve-se em silêncio, informando apenas que fazia uso de medicamentos controlados.

Embora a polícia ainda não tenha confirmado o uso de entorpecentes, a hipótese de transtorno mental é a principal linha explicativa para o comportamento do homem.

O local foi isolado para perícia do Departamento Técnico Científico (DPTC) e o corpo removido pelo Instituto Médico Legal (IML). O caso agora está sob os cuidados da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

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