Ana Milena Santos dos Santos, de 22 anos, foi presa preventivamente no bairro Terra Nova, em Borba (a 151 quilômetros de Manaus). A jovem é investigada por dar continuidade a um esquema de extorsão que utilizava informações privadas e “caixinhas de perguntas” do Instagram para coagir vítimas.

A prisão ocorreu na última terça-feira (27/01) e é um desdobramento da Operação Mordaça, iniciada em 2025 pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP). A investigação aponta que Ana Milena herdou o “banco de dados” de seu falecido companheiro, apontado como líder de um grupo criminoso que lucrava com a difamação de cidadãos em Borba.

“O homem morreu recentemente em confronto com a polícia. Munida de prints e fotos guardadas no celular do parceiro, a suspeita passou a ameaçar um homem, exigindo R$ 1 mil para não enviar provas de um relacionamento extraconjugal à esposa da vítima”, revelou o delegado Jorge Arcanjo, titular da unidade.

O delegado explicou que a suspeita agia de forma estratégia: “Ela já tinha o contato da esposa da vítima e todo um plano montado. Mandou fotos e prints do telefone da esposa, dizendo que iria enviar, usando de ameaças para que ele depositasse o dinheiro”, disse.

O monitoramento policial foi em tempo real. A vítima registrou a ocorrência na sexta-feira (24/01) enquanto ainda recebia as ameaças. “Ela continuou na sexta, já que ele disse que não tinha o dinheiro, e permaneceu no sábado e domingo ameaçando”, relatou o delegado, destacando que a prisão foi efetuada antes de qualquer pagamento ser realizado.

Viúva de traficante é presa por ameaçar expor traição de homem em Borba
Prints de conversa da suspeita com a vítima – Fotos: Reprodução

Desdobramentos
A Operação Mordaça revelou, no ano passado, que o grupo coletava fofocas e segredos enviados por terceiros em redes sociais para depois cobrar pelo silêncio.

Em depoimento, Ana Milena confessou o crime e revelou que seu marido também estava envolvido com tráfico de drogas, garimpo e agiotagem.

“Ela não informou se também tinha algum tipo de envolvimento amoroso com a vítima. Apenas confessou as extorsões, no entanto as investigações vão continuar para apurar todas as possibilidades”, afirmou.

O celular da suspeita passará por perícia para identificar outras possíveis vítimas e verificar se a prática criminosa era recorrente. Ela permanece presa, à disposição da Justiça.

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