TH Entrevista: 'Rodovia precisa de um esforço coletivo', afirma Observatório BR-319

Em meio a um período de estiagem severa no Amazonas, que afeta navegabilidade nos rios e dificulta o transporte de insumos vitais para o Polo Industrial de Manaus e o restante do país, a sociedade civil se vê novamente envolvida em debates acalorados sobre a urgência de revitalizar e pavimentar a BR-319, rodovia federal que liga Manaus a Porto Velho (RR) e tem trechos intrafegáveis.

Por anos, os ambientalistas têm soado o alarme sobre a explosão do desmatamento e os riscos sociais decorrentes da aprovação de obras na região. O Observatório BR-319 (OBR319) tem monitorado o desmatamento e os focos de calor na área de influência da rodovia federal desde 2018 e se opõe às licenças prévias concedidas para a pavimentação de trechos da estrada ao longo do governo de Jair Bolsonaro.

De acordo com a secretária-executiva do OBR319, Fernanda Meirelles, existem diversos procedimentos e medidas burocráticas essenciais para a concessão de permissões para o asfaltamento, que lamentavelmente não foram postos em prática nos últimos anos.

“Nós aguardamos um posicionamento do Governo Federal, para entender como serão os próximos passos deste licenciamento. Por exemplo, as consultas livres prévias informadas, que deveriam ter sido feitas até mesmo antes da licença prévia sair, ainda não foram realizadas”, destaca Meirelles.

A especialista também adverte que, na Amazônia, as estradas são o principal catalisador do desmatamento, criando uma onda de ocupações desordenadas e rápidas na região. Este fenômeno se traduz em desmatamento e grilagem de terras.

“Precisamos pensar que o Governo Estadual também têm suas competências. A BR-319 precisa de um esforço coletivo, até mesmo dos municípios. É importante que as secretarias municipais de meio ambiente sejam fortalecidas. Cada autor precisa cumprir o seu papel, para termos um cenário diferente”, reitera.

Confira a entrevista na íntegra:

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