Seca evidencia lixo acumulado na orla de Manaus

A seca do rio Negro tem evidenciado o acúmulo de lixo na orla da Manaus Moderna, no Centro, resultado do descarte irregular feito pela população. Equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) têm retirado quase 30 toneladas de lixo todos os dias apenas no local. A quantidade é o total que, antes da estiagem, era retirada dos rios e igarapés em toda a cidade.

“Desde a última segunda-feira (2/10), estamos com três equipes de 100 funcionários, além de uma balsa e caçambas fazendo a limpeza na orla, que vai desde Educandos até o Porto de Manaus Roadway. Mais de 27 toneladas de lixo são retiradas diariamente somente nesse trecho”, informou a Semulsp.

Com a seca, surgiu na orla uma grande quantidade de embalagens plásticas, pneus, sucatas de eletrodomésticos, entre outros materiais, que antes ficavam escondidos pela água.

De acordo com a Semulsp, a sujeira acumulada na orla é fruto do descarte irregular de lixo. O órgão reforça que a população pode colaborar com a manutenção da limpeza da cidade, descartando os resíduos nos locais adequados e denunciando os responsáveis por jogar lixo em locais inadequados.

Limpeza dos igarapés
Todos os dias, a Semulsp realiza a limpeza dos igarapés em Manaus. São 60 quilômetros de orla percorridos para a realização desse serviço. Áreas como Manaus Moderna, Panair, igarapé do Franco, igarapé do 40, Marina do Davi, Porto da Companhia Energética do Amazonas (Ceam), Praia da Lua, e ainda regiões rurais, como as comunidades do Livramento, Julião, Abelha e Nossa Senhora de Fátima recebem ações da prefeitura.

As equipes que atuam na limpeza fluvial utilizam redes, balsas e rebocadores, tirando todo o lixo descartado, de forma irregular, nos rios e igarapés. Após a retirada dos resíduos, o material é acomodado em balsas e encaminhado ao aterro sanitário. Todos os meses, cerca de 700 toneladas de resíduos são retirados dos rios e igarapés da cidade.

Ações ambientais
Diversos projetos ambientais voluntários vêm ajudando na limpeza dos rios e igarapés da cidade, com o objetivo de preservar o meio ambiente. Um deles é a ‘Remada Ambiental’, uma iniciativa que ocorre desde 2016 e já envolveu mais de 1,5 mil voluntários, totalizando a remoção de cerca de 100 toneladas de resíduos sólidos urbanos da bacia do rio Tarumã-Açú, na zona Oeste.

Seca evidencia lixo acumulado na orla de Manaus

Durante as ações, os resíduos sólidos descartados incorretamente são recolhidos tanto nas ruas próximas quanto nas águas, com o apoio de canoas motorizadas e pranchas de stand up paddle. Além disso, também é realizado o trabalho de conscientização de educação ambiental, com distribuição de material informativo sobre o assunto.

“Nós realizamos esse trabalho há 7 anos no Igarapé do Gigante – um dos contribuintes da bacia hidrográfica do rio Tarumã Açú. A atividade tem como principal objetivo sinalizar para a sociedade civil do nosso estado, o quanto de desperdício são descartados nas ruas de Manaus e estes resíduos viajam pelos igarapés, até desaguarem nos corpos hídricos”, explicou o fundador do projeto Remada Ambiental, Jadson Maciel.

Todo o material recolhido é enviado para o descarte correto. O que é possível ser reciclado é enviado para a Eco Cooperativa, que é a associação de catadores responsável pela destinação de todo o material reciclável coletado na área da Marina do Davi.

A atividade tem apoio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), além de patrocínio da Whirpool e do Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca Consul, além da Semulsp. A próxima mobilização acontece no dia 28 de outubro.

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