O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) anunciou a pré-candidatura de Gilberto Vasconcelos ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. A legenda afirma que pretende apresentar uma alternativa política independente para a classe trabalhadora.

Gilberto Vasconcelos, de 59 anos, é formado em letras pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), é professor da rede municipal. Atualmente, integra a coordenação da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas). Casado e pai de uma jovem, tem trajetória marcada pela atuação sindical e pelos movimentos sociais no Estado. Gilberto Vasconcelos já foi candidato a vice-governador em 2014, disputou uma vaga para vereador em 2016, e em 2020 e 2024 concorreu à prefeitura.

Sua vice será Juliana Frota, de 34 anos, formada em Direito pela UEA, foi servidora da prefeitura de Manaus, advogda e atualmente é servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas. Iniciou sua militância política no movimento estudantil, aos 17 anos, e hoje atua no movimento Mulheres em Luta. É militante do PSTU há 16 anos. Mãe de uma menina de 7 anos. Juliana também faz parte da Frente Estadual pelo fim da escala 6×1 e da Central Sindical e Popular – CSP-Conlutas.

Reconhecido pela militância nas lutas operárias, movimentos populares e na educação, Gilberto esteve à frente de greves em defesa dos correios, da educação pública de qualidade. Apoiou e apoia a luta dos petroleiros contra o desmonte da Petrobrás e apoiou mobilizações de diversas outras categorias profissionais. Também teve participação destacada na luta contra as reformas previdenciária e trabalhista.

Segundo o PSTU, a pré-candidatura busca defender os interesses dos trabalhadores, da juventude e da população pobre do Amazonas, apresentando um programa socialista e independente dos grandes grupos econômicos.

“O Amazonas é um dos estados mais ricos do país, mas segue marcado pela desigualdade, pela concentração fundiária e pela violência. O Polo Industrial de Manaus produz muita riqueza, mas a classe trabalhadora não tem acesso a ela. Anualmente, os bilhões faturados aqui são enviados para as matrizes das multinacionais e nada é investido em qualidade de vida da classe trabalhadora amazonense. Essa realidade precisa mudar, e só vai mudar com enfrentamento aos interesses das multinacionais e dos grandes latifundiários”, afirma Gilberto.

Gilberto Vasconcelos afirma ainda que sua pré-candidatura irá fortalecer a luta em defesa dos povos da Amazônia e contra projetos que ameaçam comunidades e o meio ambiente no Estado.  

“Nossa pré-candidatura está junto dos operários e operárias, da juventude, das LGBTs, dos pequenos agricultores, dos negros e negras, dos trabalhadores rurais sem terra, dos ribeirinhos e dos povos indígenas. Defendemos reforma agrária, fim da escala 6×1, fim da violência policial, demarcação e proteção das terras indígenas e dos territórios quilombolas. Defendemos políticas que garantam produção de alimentos e compras governamentais dos pequenos produtores, emprego e dignidade para o povo”, destaca.

Entre os temas que pretende levar para a campanha estão:

  • A não mercantilização da natureza: contra a privatização do Rio Madeira; Contra a concessão das florestas para empresas;
  • Plano de desenvolvimento tecnológico autônomo, rompendo com a dependência das cadeias produtivas globais, como parte de um projeto de desenvolvimento nacional;
  • Estatização, sob controle dos trabalhadores, dos grandes meios de produção instalados no Polo Industrial de Manaus que demitirem trabalhadorss, com reorientação da produção para atender às necessidades sociais;
  • Reestatizacão da refinaria do Amazonas, do gasoduto, das termoelétricas e da rede de postos da Petrobrás, bem como do transporte de combustíveis;
  • Proibição de exploração mineral e do garimpo em terras indígenas e áreas protegidas, com alternativas econômicas para trabalhadores hoje submetidos a essa atividade.

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