Uma mulher de 42 anos foi presa em flagrante pela prática de estelionato, envolvendo suposta venda de vagas para concurso público das policias civil e militar. A ação foi realizada na tarde de segunda-feira (04/04), por agentes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

De acordo com o Delegado Adjunto do DRCO, Rafael Guevara, na ocasião do crime, a infratora se passava por investigadora da Polícia Civil lotada na Delegacia Geral (DG) e também por funcionária da Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead). Segundo a autoridade policial, a mulher alegava conseguir vagas para os cargos de investigador e escrivão da instituição, bem como oficial da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio de indicações, sem precisar prestar concurso público.

”Ela pedia primeiro uma quantia para garantir a aquisição da vaga para aquele cargo em que a pessoa está pleiteando, depois ela entrava em contato com outro número de WhatsApp que ela se identificava como sendo alguém da SEAD, aí já pedia os documentos da pessoa, e dizia que estava providenciando a matrícula daquela pessoa para trabalhar, depois em um novo contato dizendo que a pessoa precisava fazer um processo para tirar o porte de arma, para tanto ela conseguiu baixar da internet uma espécie de um requerimento, e nessa  fase ela já cobrava um outro valor, e em outro momento ela pedia um novo valor, para adquirir equipamentos para as atividades policial,” disse o delegado.

Para conseguir passar credibilidade para as vítimas, a infratora utilizava o nome da antiga delegada-geral da Polícia Civil, Emília Ferraz, e do antigo secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Louismar Bonates.

”Ela criou alguns perfis do WhatsApp, em um deles ela usava a foto do Coronel Bonates, no outro ela utilizava com o nome da Dra Emília, ela criou também um outro perfil de WhatsApp em que ela se identificava como sendo um servidor da SEAD, e aí ela entrava em contato com a pessoa, quando a pessoa tinha dúvidas, ela pedia que a vítima entrasse em contato  com essas autoridades, mas na verdade era ela se passando por eles,” disse o delegado Adjunto do DRCO.

De acordo com a polícia, a suspeita praticava o crime desde o início de 2021, cobrando valores entre R$ 6 mil à R$14 mil reais, gerando um valor de aproximadamente, R$ 68 mil reais. O delegado diz que existe a possibilidade de ter mais vítimas, e pede que elas compareçam até a delegacia.

”Outras vítimas dessa mesma autora, que caíram nesse mesmo golpe, devem comparecer aqui no DRCO, para  que sejam ouvidas e assim, a gente tente recuperar se possível algum valor,” completou o delegado.

A mulher irá responder pelo crime de estelionato e ficará à disposição do Poder Judiciário.

Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar

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