O Ministério Público Federal (MPF) protocolou nesta terça‑feira (28) um novo recurso judicial com o objetivo de interromper as atividades de exploração ilegal que vêm ameaçando a biodiversidade e as comunidades ribeirinhas da Foz do Amazonas, região que inclui parte do município de Barcelos.

O pedido judicial aponta como principais focos de violação a extração clandestina de madeira, a mineração artesanal sem licença e a pesca predatória em áreas de proteção ambiental. Segundo a promotoria, essas práticas têm causado desmatamento acelerado, contaminação de rios e prejuízos à subsistência de povos indígenas e tradicionais.

Autoridades municipais e representantes de comunidades locais foram convocados a se manifestar sobre o recurso. O prefeito de Barcelos, João da Silva, reforçou a necessidade de conciliar desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, enquanto lideranças indígenas alertaram para os impactos irreversíveis sobre seus territórios.

O recurso solicita ao juiz federal a concessão de medida cautelar que suspenda imediatamente todas as atividades de exploração apontadas como irregulares, além de autorizar a realização de inspeções conjuntas entre o MPF, o IBAMA e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Caso a medida seja deferida, as empresas e grupos envolvidos poderão ser multados e terão seus equipamentos apreendidos.

A decisão do magistrado deverá ser proferida nos próximos dias. Enquanto isso, organizações não‑governamentais da região intensificam campanhas de conscientização e monitoramento, na esperança de que a ação do MPF traga um marco decisivo para a proteção da Foz do Amazonas.

Fonte: Portal Barcelos na NET

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