João Lucas Pimenta de Jesus, de 24 anos, conhecido como “Lukinha”, e Yago dos Santos Matos, de 28 anos, foram presos por envolvimento no homicídio de Rodrigo Silva dos Reis, de 27 anos, conhecido como “Chefinho do Cell”. O crime, classificado como execução encomendada, ocorreu em 20 de junho, dentro da própria loja de assistência técnica de celulares da vítima, localizada na avenida Francisco Queiroz, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.
Yago foi apontado como o piloto de fuga no dia do crime e João Lucas identificado como o atirador. De acordo com as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o homicídio foi encomendado porque a vítima se envolvia romanticamente com a companheira de um traficante.
“A motivação desse crime é um envolvimento amoroso dessa vítima com uma mulher que é namorada de um traficante que comanda aquela região”, disse o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS,
Execução
Segundo o delegado Adanor Porto, que conduziu a investigação, os criminosos agiram de forma planejada.
“Eles não se conheciam, foi um homicídio encomendado mesmo, eles não sabiam de quem se tratava a vítima, não tinham qualquer relação com a vítima. Eles foram até o local onde o Rodrigo trabalhava para o identificar, depois o Yago que era o piloto de fuga, foi quem mostrou a vítima que devia ser morta. Eles visualizaram a vítima e depois retornaram e executaram o crime. Os disparos atingiram a vítima na cabeça, com dois tiros na região do crânio, além de ferimentos no tronco, braços e pernas”, detalhou o delegado.
O ataque também feriu o irmão de Rodrigo, que foi atingido no braço, e outro funcionário, que levou um tiro na perna. Ambos foram socorridos e passam bem.
Prisões e acusados
Yago era suspeito de distribuir drogas em uma borracharia, o que levou a polícia a montar uma campana no local, onde ambos foram capturados. As prisões foram realizadas durante uma operação que cumpriu mandados de prisão.
“Juntamente com eles, nós encontramos várias porções de entorpecentes, munições e arma de fogo”, relatou Adanor Porto.
Execução para “pagar” dívida
Durante depoimento, a dupla informou ainda que recebeu uma “recompensa” pelo crime. Yago recebeu R$ 500 e “Lukinha” teve uma dívida de drogas “perdoada” pelo mandante do assassinato de Rodrigo.
“O Yago, que foi quem estava no conduzindo a moto, recebeu um valor de R$ 500 para fazer essa missão e o Lukinha, que era também traficante, tinha uma dívida de tráfico de R$ 12 mil e foi proposto por esse traficante para que ele quitasse essa dívida, executasse esse empresário que tinha essa loja de celulares”, explica Adanor.
Ainda de acordo com a autoridade policial, os dois já tinham envolvimento em crimes de tráfico de drogas: “Eles são indivíduos ligados a facção criminosa, conhecidos pela violência. Não tinham qualquer relação com a vítima, foi um homicídio encomendado”, explicou.
Andamento das investigações
Os dois presos confessaram a participação no crime e responderão por homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa da vítima) e tentativa de homicídio das outras duas vítimas.
As investigações agora se concentram em identificar o mandante do crime e a mulher que teria sido a motivação do homicídio.
👁 4 visualizacoes
- Pesquisa Ipen/G6: Eduardo Braga lidera intenções de voto para o Senado no Amazonas (22 visualizacoes)
- Vanda Witoto denuncia racismo e violência política na reta final da campanha (18 visualizacoes)
- Ex-prefeito de Barcelos contesta ação do MPAM sobre obras de R$ 1,3 milhão não executadas (18 visualizacoes)
- Caso Farm: empresa pode usar projeto feito por candidato em processo seletivo? Veja o que dizem especialistas (17 visualizacoes)
- Os 7 filmes e séries mais assistidos hoje no streaming | 27 de setembro de 2026 (16 visualizacoes)







