Caso Débora: família acredita ter encontrado ossada de bebê

A família da jovem Débora Alves – grávida morta em julho deste ano -, encontrou nesta quinta-feira (2) uma ossada de criança, nas proximidades onde o corpo da vítima foi encontrado, no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus. Os familiares estiveram novamente no local nesta sexta-feira (3). Eles acreditam que a ossada possa ser da criança de Débora esperava.

Em depoimento à polícia, o assassino de Débora, Gil Romero, afirmou que cortou a barriga da vítima, para retirar a criança. Em seguida, pegou um barco para jogar o corpo do próprio filho no meio do rio. Contudo, os familiares nunca acreditaram na versão.

O assassinato foi motivado pelo fato da criança ser fruto de um caso extraconjugal e Gil Romero não querer assumir o filho. Ele confessou a morte da jovem após ser preso em Curuá, no Pará.

“Desde que o Gil Romero disse que havia jogado o bebê no rio, nós nunca engolimos essa história. Eu dizia para meu irmão – avô do bebê -, que a criança estava onde foi encontrado um corpo. Se tem um rio que corre lá atrás, por que ele teria ido na Ceasa?”, disse a tia de Débora, Rita de Cássia, à imprensa local.  “A gente achava que estava em um braço do rio, que corre lá embaixo. Já que essa época está seco, íamos procurar lá. Decidimos cavar aqui e achamos”.

Buscas

Buscando provas, a família foi até o local onde o corpo da jovem foi achado carbonizado dentro de um tonel, sem os pés e sem a criança que carregava no ventre, no dia 3 de agosto deste ano. Ao encontrar uma ossada debaixo de uma lona deixada na área, eles acionaram a polícia e solicitaram que a perícia recolhesse os restos e os submetesse a um exame de DNA.

A equipe de peritos da Polícia Civil esteve no terreno e confirmou que a ossada é humana. A partir de agora, eles irão investigar a possibilidade de ser mesmo do bebê que Débora esperava.

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