Ator amazonense simulou o próprio sequestro em golpe milionário

O ator e dramaturgo amazonense Paulo de Queiroz Martins, de 54 anos, e sua prima, Renata de Queiroz Silva, de 34, foram presos, nessa quinta-feira (09/04), suspeitos de aplicar um golpe milionário baseado na falsa venda de euros. A dupla é investigada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por causar prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão às vítimas.

A operação foi coordenada pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob comando do delegado Cícero Túlio, que cumpriu mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão e bloqueio de ativos financeiros dos investigados. O ator foi preso em uma escola no bairro São Raimundo, onde ministrava aulas, enquanto a mulher foi localizada em um condomínio no bairro Cidade Nova.

As investigações revelaram que a dupla convencia as vítimas a transferirem grandes quantias sob o pretexto de que faziam parte de um grupo seleto de investidores. Eles alegavam conseguir lotes de euros com cotações muito abaixo do mercado, prometendo lucros imediatos e expressivos na revenda.

Em um dos casos, para aumentar os lucros, a dupla induziu uma vítima a adquirir 50 mil dólares em espécie com a promessa de reaplicação, valor que nunca foi devolvido ou investido. Outro ponto que chamou atenção durante a investigação foi o padrão de vida da mulher, considerado incompatível com sua renda declarada, o que reforçou as suspeitas sobre o esquema criminoso.

Ator amazonense simulou o próprio sequestro em golpe milionário
Ator e dramaturgo amazonense Paulo de Queiroz Martins, de 54 anos – Foto: Reprodução

Simulação de sequestro para extorsão
De acordo com Cícero Túlio, para sustentar o esquema e continuar obtendo dinheiro, o ator chegou a simular o próprio sequestro.

“Utilizando seu talento dramático para fins ilícitos, Paulo chegou a produzir e enviar vídeos para as vítimas simulando ter sido sequestrado por agiotas. As encenações, gravadas com o próprio celular, serviam como justificativa para a ausência do dinheiro e como ferramenta para angariar ainda mais recursos dos investidores, sob o pretexto de pagar o suposto resgate”, detalhou o delegado.

Prisão
Após a coleta de provas, a Justiça determinou as prisões preventivas, além do bloqueio de bens dos investigados. Eles foram encaminhados para audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário.

Eles devem responder pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras possíveis vítimas e ampliar o alcance do esquema fraudulento.

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