O Amazonas alcançou o primeiro lugar no ranking nacional de prejuízo causado ao crime organizado durante as operações Protetor das Fronteiras e Divisas e Protetor dos Biomas em 2026, com danos em mais de R$1,2 bilhão. O resultado foi divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e reflete a atuação das Forças de Segurança no combate ao narcotráfico, aos crimes ambientais e entre outros crimes nos municípios do interior do estado.
As ações integram as operações coordenadas pelo MJSP e são executadas no Amazonas sob a coordenação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), por meio do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas (GGI-F). O levantamento faz parte somente dos resultados alcançados no âmbito dessas operações.
Conforme o levantamento do GGI-F, entre janeiro e outubro deste ano, as ações realizadas no interior do Amazonas, no escopo das operações Protetor das Fronteiras e Divisas, resultaram na apreensão de mais de 46,3 toneladas de entorpecentes, além da prisão de 261 pessoas.
Do total de drogas apreendidas, cerca de 41,1 toneladas foram de maconha do tipo skunk, além de 4,5 toneladas de cocaína e 573 quilos de pasta-base de cocaína. Também foram apreendidos outros tipos de entorpecentes, como oxi, haxixe e maconha.
O coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas, major Diego Magalhães, destacou que os resultados refletem a atuação integrada e o fortalecimento das operações realizadas em pontos estratégicos do interior do estado.
“Esse resultado demonstra a importância do trabalho integrado que desenvolvemos nas regiões de fronteira e divisa do nosso estado. As operações permitem ampliar a fiscalização, combater o tráfico de drogas e demais crimes, causando danos financeiros ao crime organizado que usam os rios do Amazonas para cometer crimes”, destacou o major.
No mesmo período, as equipes apreenderam 63 armas de fogo, 8.215 munições, 31 embarcações, 64 veículos e 233 aparelhos eletrônicos, além de mais de R$ 1 milhão em dinheiro em espécie. No enfrentamento aos crimes ambientais, as ações resultaram na apreensão de mais de 64,9 toneladas pescado e carne de caça ilegal, além de 329 animais vivos e sete quilos de ouro.
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