A escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trouxe novamente ao debate uma acusação de estupro de vulnerável contra o deputado federal.
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir um inquérito sobre o caso. O pedido está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, que aguarda diligências da PF e manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Até o momento, Gaspar não é investigado pelo STF.
O pedido de investigação foi apresentado com base em documentos e gravações entregues à PF pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke. Segundo eles, o material aponta um suposto caso de estupro de vulnerável envolvendo uma adolescente de 13 anos, ocorrido há cerca de oito anos, além de uma suposta tentativa de ocultar o episódio.
As alegações ainda não foram confirmadas pela Justiça e não há denúncia criminal contra Gaspar.
O deputado nega as acusações e afirma que elas são uma retaliação política ao trabalho que desempenhou como relator da CPMI do INSS. Segundo sua defesa, o caso citado envolve outras pessoas. Gaspar também acionou o STF contra Lindbergh e Soraya por crimes como calúnia, injúria e denunciação caluniosa. A campanha de Flávio Bolsonaro classificou as acusações como infundadas.
Vice de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro anunciou Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente na quarta-feira (5). Após não conseguir apoio formal de partidos do Centrão, o senador optou por uma chapa composta apenas por integrantes do PL.
Deputado federal desde 2023, Gaspar foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas. Ao anunciar a escolha, Flávio destacou sua atuação nas áreas de segurança pública e combate à corrupção.
Emendas sob análise do TCU
Alfredo Gaspar também é citado em uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre três emendas Pix destinadas ao município de São José da Laje (AL), que somam cerca de R$ 6,2 milhões.
O TCU apontou falhas na rastreabilidade dos recursos e ausência de informações obrigatórias sobre a execução das verbas. Gaspar afirma que sua participação se limitou à indicação das emendas e que a aplicação dos recursos é responsabilidade da prefeitura.
A PGR arquivou uma representação que pedia investigação sobre eventual participação direta do deputado nas supostas irregularidades por falta de elementos. A auditoria administrativa das emendas, no entanto, continua em andamento no TCU.
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