O vírus da influenza A (H3N2) é o mesmo que vem causando grandes transtornos no Rio de Janeiro e também no Hemisfério Norte
O inverno amazônico, período de chuvas na região do Amazonas que ocorre nos meses de dezembro a maio e que tradicionalmente vem acompanhado de síndromes gripais – nome dado ao conjunto de sinais e sintomas da gripe – esse ano, em especial, vem seguido de um novo vilão: o vírus da influenza A (H3N2), o mesmo que vem causando grandes transtornos na cidade do Rio de Janeiro e também no Hemisfério Norte.
Em meio a pandemia do coronavírus, Manaus vem sofrendo com o aumento no número de casos do vírus influenza, mais precisamente o tipo H3N2, causador da recente epidemia na cidade do Rio de Janeiro e no Hemisfério Norte. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no período de 13 de outubro a 13 de dezembro deste ano, foram realizadas 2.726 coletas para exames em pacientes sintomáticos, com a confirmação de 309 casos. Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado foram feitas 427 coletas, todas com resultado negativo. Uma discrepância.
O levantamento recente indica que a maior incidência foi na faixa etária de 21 a 30 anos. Com base nesse desempenho, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) recomendou a intensificação vacinal da influenza aos grupos prioritários não vacinados durante a campanha, compostos por crianças entre 6 meses e 6 anos; gestantes e puérperas; pessoas acima de 60 anos; povos indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; adolescentes sob medidas socioeducativas e pessoas com comorbidades ou deficiência permanente.
Devemos lembrar que estamos no período chuvoso, altamente propício à ocorrência das síndromes gripais. É importante que a população mantenha as medidas individuais de proteção que já vêm sendo utilizadas para o novo coronavírus. O uso das máscaras de proteção, a lavagem frequente das mãos ou o uso do álcool em gel, evitar tocar nos olhos, nariz e boca e não aglomerar, são medidas essenciais para não se contaminar com as doenças respiratórias.
É valido salientar que os indivíduos doentes não devem sair de casa em período de transmissão (até 7 dias após o início dos sintomas), mas que procurem manter o afastamento temporário das atividades escolares e de trabalho presenciais, assim como ter repouso, alimentação balanceada e não ter contato com outras pessoas em ambientes fechados ou aglomerados. Caso o indivíduo apresente febre, tosse, dor de garganta, falta de ar ou qualquer outro sintoma associado deve procurar imediatamente o serviço de saúde para avaliação.
Com a chegada do inverno amazônico e as frequentes chuvas, em meio a pandemia, estamos enfrentando o aumento no número de casos da influenza A (H3N2). A população deve manter as medidas protetivas orientadas e não ser negligente em relação aos cuidados individuais. Nada justifica o descaso. Lembre-se: assim como a Covid-19, esse vírus causa internações e, infelizmente, também mata.
 
*Médico oftalmologista. Tem formação em Oftalmogeriatria, com especialização em Gerontologia e Saúde do Idoso. Atua como diretor clínico na Policlínica Codajás, é coordenador do ambulatório de oftalmologia na FUnATI (Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade ) e cursa mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Fundação de Medicina Tropical (UEA/FMT – HVD)
Fonte: Governo do Estado do Amazonas em 16/12/2021
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