Manaus desperdiça 47,49% da água tratada antes mesmo de ela chegar na torneira, conforme aponta estudo do Instituto Trata Brasil divulgado esta semana. Esse percentual equivale a 113 piscinas olímpicas por dia. Segundo o estudo, essas perdas no abastecimento de água podem ocorrer por vários motivos, como vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados.
Os desperdícios trazem impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das empresas, o que deixa mais caro o sistema, afetando todos os usuários.
Além do índice de perdas na distribuição também é apontado o índice de perdas por ligação, que é de 704,92.
A comparação com piscinas olímpicas da a dimensão da quantidade desperdiçada. Considerando que os padrões determinados pela Federação Internacional de Natação (Fina) aponta no mínimo 2,5 milhões de litros de água, o total de desperdício (2.500.000×113) seria de 282.500.000.
No Brasil, a definição de nível aceitável de perdas de água foi definida pela Portaria 490/2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que indica que para um município contar com níveis excelentes de perdas, deve ter no máximo 25% em perdas na distribuição e 216 L/ligação/dia até 2034. Com isso, a capital amazonense aparece bem distante do objetivo.
No Amazonas
A nível estadual, a perda na distribuição é apontada como menor, com 40,68%, bem próximo à média nacional de 40,31%. Entretanto, nas perdas por ligação o índice é maior, com 469,75, distante da média nacional de 348,86.
O documento explica ainda que estados que apresentam altos índices de perdas na distribuição e por ligação são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência.
Desafios regionais
O documento ressalta que as regiões Norte e Nordeste são as mais carentes e que devem enfrentar os maiores desafios para reduzirem seus índices de perdas.
Além disso, essas regiões também são aquelas que possuem os piores indicadores de atendimento de água, de coleta e de tratamento de esgotos.
“Os piores indicadores estão concentrados justamente nas localidades com menor capacidade de investimento e maior vulnerabilidade institucional. Esse quadro tende a se agravar em um contexto de mudanças climáticas, tema central nos debates da COP-30, em que regiões com menos recursos são também as mais expostas aos eventos extremos e à escassez hídrica. Reduzir perdas de água não é apenas uma agenda de eficiência operacional, mas uma medida de adaptação climática”, comenta o Professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV),Gesner Oliveira.
Sobre o estudo
O Estudo de Perdas de Água 2025 foi feito com Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a consultoria GO Associados procura expor o grande problema ambiental, econômico e social da ineficiência no controle de perdas de água no país.
Em meio ao avanço das mudanças climáticas e ao agravamento das secas e dos eventos extremos, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes mesmo que ela chegue às torneiras.
Confira o documento na íntegra clicando aqui
👁 4 visualizacoes
- Jaecoo 5 chega por R$ 154.990 e mira esforços contra Volkswagen, Chevrolet e Hyundai (209 visualizacoes)
- Não votar pode gerar problemas além da multa de R$ 3,51 (70 visualizacoes)
- Pesquisa Ipen/G6: Eduardo Braga lidera intenções de voto para o Senado no Amazonas (27 visualizacoes)
- Festival de Itapiranga reúne 4 mil visitantes e resgata bois-bumbás após 19 anos (25 visualizacoes)
- Vanda Witoto denuncia racismo e violência política na reta final da campanha (20 visualizacoes)









