Horas após a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos EUA, o presidente Lula (PT) rompeu o silêncio do governo brasileiro neste sábado (3) para condenar a operação militar dos Estados Unidos. Para o petista, os ataques são uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e afirmou que a ação abre um precedente perigoso “para toda a comunidade internacional”.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”, afirmou Lula em nota oficial sobre o seu colega Maduro. Segundo o petista, o uso da força pelos EUA estabelece um precedente perigoso onde a “lei do mais forte” tenta se sobrepor ao direito internacional.
Lula comparou a intervenção militar americana aos períodos marcados por golpes e interferências estrangeiras. Ele disse que o Brasil mantém uma postura de condenar o uso da força, assim como fez em conflitos recentes em outras regiões do globo.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse o presidente em publicação feita no X (antigo Twitter).
Em meio à crise, o Lula convocou uma reunião de emergência para hoje, no Palácio do Itamaraty. Ele participará do encontro via chamada de vídeo e pediu para a pasta diplomática e o Ministério da Defesa o manterem a par de todos os fatos.
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