Várias cidades dos Estados Unidos se preparam para protestos contra as operações anti-imigração do presidente Donald Trump nesta quarta-feira (11), enquanto áreas centrais de Los Angeles passaram a noite sob toque de recolher, numa tentativa de conter os distúrbios iniciados na sexta-feira passada.

Protestos ocorreram nesta terça-feira (10) em Nova York, Atlanta e Chicago, onde manifestantes gritaram palavras de ordem e entraram em confronto com policiais. Alguns manifestantes subiram na escultura de Picasso na Daley Plaza, enquanto outros pediam a abolição do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que desde sexta-feira passada faz batidas contra imigrantes em situação irregular.

O governador do Texas, o republicano Greg Abbott, disse que mobilizará a Guarda Nacional esta semana, antes dos protestos planejados, e que “usará todas as ferramentas e estratégias para ajudar as autoridades a manter a ordem”. Manifestantes e policiais entraram em confronto na segunda-feira em Austin, onde a polícia usou substâncias químicas para dispersar várias centenas de manifestantes.

Organizações do sul do Texas devem realizar manifestações contra o ICE e suas operações anti-imigração nesta quarta-feira e no sábado, informou a emissora CNN.

“Militares não eram necessários”

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, acusou Trump de inflamar a situação em Los Angeles, a maior cidade da Califórnia e a segunda maior do país, ao mobilizar milhares de militares apesar de as autoridades locais considerarem os protestos sob controle, o que, segundo ele, gerou uma nova onda de violência.

Centenas de fuzileiros navais dos EUA chegaram à região de Los Angeles na terça-feira sob ordens de Trump, depois de ele ter também ordenado o envio de 4 mil soldados da Guarda Nacional, uma força militar de reserva, para a cidade. Fuzileiros navais e Guarda Nacional serão usados na proteção de funcionários e prédios do governo e não em ações policiais.

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