Sete pessoas foram presas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) durante a Operação Mordaça, deflagrada em duas fases, no município de Borba e na capital amazonense. De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava perfis falsos em redes sociais para extorquir moradores do município como acusações difamatórias sobre traição e pessoas supostamente portadoras de HIV.

Os presos foram identificados como Bruna de Souza Valente, de 23 anos; Clissiamar Cardoso, de 24; Moisés Moçambique, de 25 anos; Wesley Campos, de 29; e o casal Cris Luan dos Anjos e Ketelen Oliveira Frota, ambos de 20 anos. O último suspeito não teve o nome divulgado.

“Em um dos casos mais graves, os criminosos chegaram a exigir favores sexuais de uma mulher, determinando que ela mantivesse relações com qualquer pessoa indicada por eles. Além dos crimes de difamação e extorsão, o grupo também recrutava pessoas para jogos de azar on-line, incluindo o popular ‘Jogo do Tigrinho'”, revelou o delegado Jorge Arcanjo, titular da 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba, que conduziu a operação.

Esquema de extorsão
O delegado explicou como os criminosos agiam. “Para atrair vítimas, eles criaram caixas de perguntas anônimas nessa rede social, incentivando terceiros a enviar informações que foram publicadas posteriormente sem qualquer verificação. Cerca de 50 a 60 pessoas foram vítimas dos criminosos”, revelou Arcanjo.

As vítimas, desesperadas, eram extorquidas pelo grupo, que exigia dinheiro para revelar a identidade dos responsáveis pelas publicações ou para remover as postagens.

“Era bem aleatório. Eles recebiam essas informações e ameaçavam postar fotos das vítimas. Assim eles esperavam que uma pessoa mandasse mensagem pedindo para retirar a postagem ou saber quem as enviou, então, era feita a extorsão. Entre as acusações falsas divulgadas por eles, estavam alegações de relacionamentos extraconjugais e informações sobre pessoas supostamente infectadas por HIV”, explicou a autoridade policial.

Prisões e crimes investigados
Durante as prisões, diversos aparelhos celulares e notebooks foram apreendidos com o grupo. Todos os envolvidos estão presos e responderão por associação criminosa, extorsão, estelionato, calúnia, injúria, difamação, propaganda enganosa, crimes contra relações de consumo e contravenção penal relacionada a jogos de azar.

A PC-AM reforça a importância de denunciar casos de difamação e extorsão on-line, destacando que a investigação e a punição desses crimes são essenciais para combater a violência digital e proteger as vítimas. Denúncias podem ser feitas no número 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

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