Seis municípios do Amazonas foram decretados em estado de emergência devido a cheia dos rios. A estimativa é de que, pelo menos, 35 cidades sejam afetadas, segundo o presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Anderson Sousa.
Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (3/4) no 5º Fórum Estadual das Casas Legislativas do Amazonas (Feclam) realizado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o ex-prefeito de Rio Preto da Eva comentou que as cidades mais afetadas, no momento, são Apuí, Guajará, Humaitá, Borba e Barcelos.
A Prefeitura de Apuí no interior do Amazonas decretou, na última sexta-feira (28/3), situação de emergência devido ao risco de desabastecimento após inundação da BR-230, a Transamazônica, nas proximidades de Humaitá com a cheia do Rio Madeira. Conforme o decreto, a via é a principal rota comercial e de abastecimento de gêneros alimentícios e combustíveis para a população. A enchente do Rio Madeira levou também a Prefeitura de Manicoré, a decretar situação de emergência.
O nível do rio ultrapassou a cota de alerta, afetando comunidades ribeirinhas e isolando o distrito de Santo Antônio do Matupi. Aproximadamente 50% da população local reside em áreas impactadas, com 150 comunidades afetadas e inúmeras famílias desalojadas. A produção agrícola, incluindo banana, macaxeira e cacau, sofreu perdas significativas, ameaçando a economia regional.
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