A esposa de Gil Romero, Ana Júlia Azevedo Ribeiro, 29, concedeu entrevista, ao lado de seu advogado, na manhã desta sexta-feira (11) e negou o envolvimento na morte de Débora da Silva Alves, 18, e saber do caso extraconjugal do marido, Gil Romero Batista, com a jovem que estava grávida de 8 meses.
A mulher afirmou também ser vítima, pois foi traída e perdeu o emprego. Ela foi presa na quinta-feira (10) ao se apresentar à delegacia e foi liberada por falta provas, segundo a defesa.
Ana Júlia contou que só ficou sabendo do caso no domingo (6), por ter ouvido do próprio irmão da vítima. ‘’Aí foi quando eu soube da gravidez também. Surgiram uns boatos de que ela estava grávida de um rapaz chamado Gil, mas meu marido era conhecido por Romero, eu não tinha conhecimento dessa gravidez’’, declarou.
De acordo com ela, o irmão de Débora foi até o boteco do esposo para saber sobre o paradeiro da irmã, que já estava desaparecida. Ana Júlia explicou que tinha acabado de chegar do trabalho e que o homem chegou perguntando por Gil Romero e pela irmã.
‘’Perguntei o que estava acontecendo e ele disse que só falaria se fosse com o Gil. Eu respondi: Não, eu sou mulher dele, então preciso saber o que se passa’’, pontuou.
Traições
Segundo ela, durante os 14 anos que foi casada com Gil Romero, nunca soube de outros relacionamentos e nem observou nenhum comportamento violento por parte dele. Ana Júlia chegou a declarar que Romero era um homem humilde.
Em relação à traição, a mulher contou que só conhecia Débora de ‘’vista’’, porque ela teria se relacionado com o seu irmão anteriormente. Ana Júlia negou veemente ter enviado mensagens para a jovem durante a gravidez, como afirma a família da vítima.
‘’Isso não existe. Eu nunca tive nenhum tipo de ligação com a Débora (…) Ela estava nas minhas redes sociais por motivo de ter me adicionado por ter contato com a minha família. Nunca cheguei a conversar com essa garota de forma alguma’’, reiterou.
Vítima com a repercussão
Ana Júlia declarou, inclusive, que também foi vítima, uma vez que foi traída e, com toda a repercussão do caso, também perdeu o emprego como vigilante. Ela afirmou ter o sonho de terminar a faculdade e disse que agora não terá mais como pagar o curso.
Em seguida, a vigilante negou qualquer participação no crime e na fuga de Gil, que ocorreu um dia após o crime. ‘’Eu não tive mais contato com ele, até eu mesma falei para o doutor que eu queria muito saber onde ele estava porque não sabia se ele estava vivo ou morto (…) Eu falei com ele pela última vez no domingo’’, finalizou.
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