A garagem da empresa Via Verde, que opera parte do transporte coletivo em Manaus, é alvo de um bloqueio desde às 4h desta terça-feira (25/03). O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) afirmou que a ação é ilegal e contou com a participação do vereador Jaildo Oliveira (PV), o que, segundo a entidade, “sugere o uso indevido do cargo público”.

Em nota, o sindicato informou que há uma liminar vigente, expedida pelo desembargador Lairto Veloso, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, proibindo paralisações ou greves enquanto durarem negociações trabalhistas mediadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Uma nova audiência sobre o assunto está agendada para o dia 7 de abril.

“Qualquer interrupção no transporte coletivo urbano de Manaus é absolutamente ilegal. O Sinetram lamenta profundamente a atitude dos envolvidos nesta obstrução, que prejudica diretamente a população, e comunica que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para garantir a prestação deste serviço essencial à cidade de Manaus”, declarou o sindicato em nota.

Parlamentares apontam irregularidades
Os vereadores Jaíldo Oliveira e Rodinei Ramos (Avante), que lideraram a ação, justificaram a fiscalização na garagem da empresa, localizada no bairro Lírio do Vale, zona Centro-Oeste, alegando irregularidades na empresa. Durante a inspeção, os parlamentares abordaram um ônibus que estava prestes a sair sem a cadeira do cobrador, o que contraria a Lei Nº 2.898, de 9 de junho de 2022.

O artigo 8º da lei municipal determina a presença obrigatória de cobradores em todas as viagens para garantir que os motoristas possam se dedicar exclusivamente à condução do veículo.

Nas redes sociais, Jaildo alegou que a ausência de cobradores nos ônibus sobrecarrega os motoristas e compromete a qualidade do serviço prestado à população.

“Estamos trabalhando para garantir condições mais justas para os trabalhadores do transporte e para promover melhorias significativas no serviço prestado à população”, afirmou o parlamentar.

Diante do impasse, o Sinetram afirmou que acionará a Justiça para garantir a continuidade do transporte público e evitar novas paralisações. O sindicato afirma que uma frota reserva está em circulação para não prejudicar a população que precisa dos ônibus.

Já os vereadores seguem cobrando o cumprimento da legislação vigente no transporte coletivo da capital.

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