A realidade ‘nua e crua’ e os vários contrastes da sociedade são captados pelas lentes do fotógrafo Álvaro Ferreira Botelho, cujo trabalho concorre a prêmios internacionais
Manaus – A realidade ‘nua e crua’ e os contrastes da sociedade contemporânea são aspectos que o amazonense Álvaro Ferreira Botelho consegue transmitir com suas fotografias. Por meio do fotojornalismo, que exerce há 15 anos, Álvaro descobriu como alcançar o equilíbrio entre mostrar a realidade de classes sociais, muitas vezes esquecidas, e registrar belas e impactantes fotografias.
“A fotografia no jornalismo tem uma relevância muito grande na sociedade porque mostra, muitas vezes, o fato com um olhar afinado e artístico. É dessa forma que eu trabalho”, explica.
Ao iniciar os primeiros trabalhos fotográficos, em 2012, Álvaro Botelho soube que queria seguir a fotografia voltada para o jornalismo. Atualmente o fotógrafo concorre a quatro concursos internacionais. Para ele, o fotojornalista tem o desafio diário de transmitir o fato com precisão em imagens.
“Minha função como fotojornalista é dar credibilidade ao fato. Eu digo que a parte mais difícil ou que diferencia um fotojornalista de outro, é a capacidade de resumir o fato a uma única fotografia. Isso é uma coisa os colegas precisam se atentar mais, pois nossa função tem muita importância porque uma imagem vale mais que mil palavras”, pontua.
Natural de Manaus, Botelho mora atualmente em Boa Vista (RR) , onde conquistou o primeiro lugar em um concurso de fotografia, em comemoração aos 30 anos da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima. “A fotografia foi feita durante uma audiência pública sobre políticas Indigenistas. A mulher Indígena com o cocar é a Telma Taurepang”, explica.
Sempre buscando transmitir seu olhar pessoal sobre as realidades que registra, Álvaro Botelho explica que seu trabalho mais marcante foi realizado em Brasília, quando passou seis meses acompanhando famílias que moram em um lixão da cidade.
“Essa fotografia foi a que mais me marcou porque vi de perto uma realidade dura, sofrida e de muita peleja. Essas famílias fazem parte de um projeto chamado Catamare, que na verdade se parece com um sindicato de catadores de lixo. Lá eu conheci pessoas que mesmo na pobreza financeira, têm fé na vida, alegria e chega a contagiar. Eu sempre lembro desse projeto com muita felicidade e honra de ter tido essa maravilhosa experiência com essas pessoas”, finaliza.
Fonte: Governo do Estado do Amazonas em 03/03/2022
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