A Câmara Municipal de Manaus aprovou, na tarde desta segunda-feira (25/05), o reajuste de 4,14% para os servidores da Educação, Saúde e de “área não específica” da Prefeitura de Manaus. Os reajustes constam em diferentes projetos de lei votados em regime de urgência.

As propostas foram encaminhadas pelo Executivo municipal – como os projetos de lei 506/2026, 509/2026 e 510/2026 – nesta segunda-feira e passaram rapidamente pelas comissões da Casa antes de seguir para votação em plenário.

Segundo os textos enviado pela prefeitura, os reajustes correspondem à recomposição inflacionária referente ao período entre abril de 2025 e março de 2026.

Educação liderou protestos contra percentual

A toque de caixa, vereadores aprovam reajuste salarial de 4,14% para servidores municipais
Professores manifestaram contra o percentual ainda na manhã desta segunda-feira (25/05) | Foto: divulgação 

A categoria da Educação foi a que mais se mobilizou contra o percentual proposto pela Prefeitura de Manaus. Professores ligados ao Asprom Sindical estiveram na Câmara cobrando apoio dos vereadores para abertura de negociações com o Executivo.

A categoria reivindicou reajuste salarial de 12%, além da ampliação de benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-localidade.

Os professores afirmaram que os valores pagos atualmente estão defasados, principalmente para trabalhadores da zona rural de Manaus.

Contrários
A tramitação acelerada do projeto da educação também gerou críticas de parlamentares durante a votação. O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) afirmou que a velocidade da votação impediu maior participação das categorias afetadas, uma vez que o percentual proposto está abaixo da inflação anual.

Já o vereador José Ricardo (PT) criticou a ausência de secretários municipais durante a discussão do projeto e afirmou que o percentual aprovado não contempla ganhos reais aos trabalhadores.

A vereadora Professora Jacqueline (União Brasil) também se posicionou contra a proposta e afirmou que a Comissão de Educação da Casa não participou das discussões sobre o reajuste.

“Sou a favor da categoria, estou com meus colegas. A comissão de educação em momento algum se reuniu pra conversar e discutir o aumento”, disse.

Aprovado, o projeto segue para sanção do prefeito Renato Júnior (Avante).

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