Três homens, de 39, 42 e 46 anos, foram presos por suspeita de favorecimento à exploração sexual de crianças e adolescentes, e armazenamento e divulgação de pornografia infantil. As prisões foram realizadas  nos bairros da Paz, Compensa e Cidade Nova, durante a segunda fase da Operação Mateus 7:15, pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (16/07).

A ação é um desdobramento da primeira fase da operação, iniciada em março deste ano, que culminou na prisão de um líder religioso de 38 anos. Ele é investigado por supostamente usar um projeto religioso para conquistar a confiança de crianças e adolescentes com o objetivo de abusá-los sexualmente.

Conforme informações repassadas pela delegada Mayara Magna, adjunta da Depca, a análise do celular do líder religioso revelou uma vasta rede de contatos envolvidos no compartilhamento e incentivo à exploração sexual infantojuvenil.

“As investigações confirmaram a participação dos três suspeitos presos nesta segunda fase. Um deles confessou ter cometido estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos e uma adolescente de 13 anos. Além disso, ele incentivava o líder religioso a abusar de uma vítima de 8 anos, solicitando fotos e vídeos dos crimes”, revelou a adjunta da Depca.

O segundo suspeito, pai de dois filhos, mantinha contato com o líder religioso pelas redes sociais.

“Ele teria cobrado dinheiro em troca de fotos de seus filhos e permitido que o líder religioso ficasse a sós com seu filho adolescente, praticando abusos em troca de benefícios financeiros”, contou Mayara Magna.

O terceiro suspeito, que trabalhava como vigilante em uma escola, solicitava ao líder religioso conteúdos pornográficos infantis e participava de uma rede de compartilhamento desse material. Ele confirmou que o líder o incentivava a recrutar mais vítimas para manter contato com ele.

Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, com o intuito de encontrar seus celulares e dar continuidade às investigações.

Os três suspeitos responderão pelos crimes de estupro de vulnerável, armazenamento e divulgação de pornografia infantil e favorecimento à prostituição ou exploração sexual de crianças e adolescentes. Eles passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.

A delegada Mayara Magna destacou que a Depca continuará as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

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