Manaus – Em processo de combinação e negócios desde julho de 2021, o grupo Solar Bebidas S.A., segunda maior fabricante e engarrafadora do Sistema Coca-Cola no Brasil, anunciou a conclusão do processo de combinação de negócios com o Grupo Simões, que com seus acionistas Grupo Kalila e Grupo Venosan, compõem 72,5% do capital da Solar. A The Coca-Cola Company completa 27,5%.

O Grupo Simões é a maior empresa de envasamento da Coca-Cola na Região Norte e possui 17 empresas nos segmentos de bebidas, gases e veículos. Desse 1970 é distribuidora dos produtos Coca-Cola. A companhia amazonense foi fundada pelo empresário Antônio de Andrade Simões. A empresa possui três fábricas e sete centros de distribuição no Pará, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas, com mais de 3 mil empregos diretos.

A partir do fechamento, a Solar passa a atuar em uma área que representa cerca de 70% do território brasileiro, operando na totalidade das regiões Norte, Nordeste, Estado do Mato Grosso e parte de Goiás e Tocantins. A operação conta com 13 fábricas, 44 centros de distribuição, cerca de 15 mil colaboradores e atende aproximadamente 400 mil pontos de venda e um faturamento bruto em 2021 cerca de R$ 9,8 bilhões.

Em entrevista ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), o diretor geral da Solar, André Salles, afirmou que as divisões das ações de 72,5% ainda estão sendo conversadas, mas que as tratativas devem se encaminhar para uma fatia igualitária entre as empresas envolvidas. A parceria das duas empresas é definida como “combinação de negócios”, ou seja, troca de ações.

De acordo com o executivo, o controle da empresa será compartilhado entre as famílias atuais controladoras de Solar e do Grupo Simões, e seus acionistas, e a The Coca-Cola Company continuará a ter participação relevante na companhia.

“Há alguns anos já se deslumbrava essa oportunidade de se consolidar a posição da Solar como segundo maior fabricante brasileiro de Coca-Cola e o 13º no mundo. Então, as conversas se aceleraram no ano passado e hoje estamos celebrando início dessa integração, que resulta em um negócio bastante robusto, de uma empresa [Simões] de R$ 9,8 bilhões de faturamento”, comentou.

Ainda de acordo com Salles, não deve haver grande alterações na área de contratação e demissões de funcionários, a partir dessa união. “Estamos integrando a Região Norte com Nordeste e Centro-Oeste com essa combinação de negócios e evidentemente que no processo de integração existem sinergias que devem ser buscadas. Estamos mapeando isso com apoio de consultorias externas, mas não esperamos grandes impactos em termos da quantidade de pessoas nas operações, justamente em função dessa complementariedade territorial”, afirmou.

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