Operação Fair Play: três presos são encaminhados à penitenciária em Manaus

Maurício Santos Rocha, Alexander Ribeiro do Amaral Júnior e Humberto de Assunção Barbosa Neto foram encaminhados na tarde desta sexta-feira (14) para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), na BR-319. Eles foram presos durante a Operação Fair Play, da Polícia Federal, que tinha como alvo um grupo empresarial que movimentou cerca de R$ 156 milhões, com o “golpe do empréstimo”.

Foram expedidos sete mandados de prisão. Segundo o delegado federal Sávio Pinzon, três suspeitos foram presos em Manaus, um em Aracaju e três estão foragidos. Outros 19 mandados foram de busca e apreensão.

Um inquérito da Polícia Federal investiga os crimes desde 2021. O órgão disse ter confirmado que a empresa investigada busca atrair servidores públicos e aposentados.

De acordo com a apuração da PF, a empresa investigada fazia parte de um grupo empresarial que atuava em diferentes segmentos comerciais.

“O grupo promovia eventos a fim de divulgar suas atividades, a exemplo da realização de shows com atrações nacionais na cidade de Manaus/AM, campeonatos de pescaria, patrocínio de equipe de e-sports, até a compra e venda de automóveis”, afirmou a PF.

O delegado Marcelo Uchoa, da Delegacia de Crimes Financeiros, disse que o grupo criou empresas financeiras fictícias para executar o esquema. A PF descobriu que as empresas não integravam a lista de instituições credenciadas no Banco Central. Também não apresentavam nenhum capital de investimento no negócio.

“O modus operandi consistia em aliciar servidores públicos como aposentados oferecendo rendimentos fixos sempre acima do mercado. O que mais atraiu as vítimas era que não precisava de capital próprio. Eles solicitavam que servidores fizessem empréstimo consignado, transferissem o dinheiro para as empresas do grupo, e a partir daí se comprometiam a fazer pagamento das parcelas [além do rendimento extra]”, explicou o delegado Eduardo Zózimo.

No início, conforme o delegado, o grupo conseguia pagar as parcelas dos servidores, mas com a entrada de novas vítimas o compromisso se tornou inviável. “O consignado feito pelos servidores era uma forma de conseguir dinheiro legalizado”, disse Zózimo.

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