O nível do Rio Negro deve chegar uma máxima de 30 metros durante a cheia que atinge a Manaus em 2021, segundo informou o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) nesta segunda-feira (31). O rio atingiu a cota de 29,97 metros e igualou o recorde histórico da cidade.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a probabilidade de que a marca de 30 metros do nível do rio seja atingida é de 80%. Segundo a pesquisadora do órgão, Luna Alves, o que foi observado é que o nível do rio já apresenta uma estabilização e a tendência é que comece abaixar a partir da próxima semana.

“O que ocorre hoje, é uma estabilização do nível do rio. Esses centímetros que sobem ou descem, estão dentro do erro da medição e indicam claramente a estabilização do nível do rio. O que a gente observa agora, comparando a variação diária desse nível, é que comece a baixar a partir da próxima semana”, informou Alves.

A pesquisadora informou ainda que, a previsão que o nível do rio atinja a marca máxima de 30 metros que tem uma margem de mais 3 centímetros.

Impactos

 

Segundo a pesquisadora, apesar do indicativo de estabilidade do nível do rio e a diminuição a partir da próxima semana, os impactos que a cheia trouxe para a cidade ainda devem demorar a desaparecerem.

“O fato do rio estabilizar na próxima semana, isso vai variar muito pouco em termos de impacto. Mesmo que o nível do rio comece a baixar nos próximos dias, os impactos não vão se encerrar de um dia para o outro. O rio ainda vai demorar ainda várias semanas para retrair o suficiente para deixar de trazer os impactos para a população”, explicou.

“A velocidade de descida do rio vai ser lenta nesse começo, depois ela engrena e aos poucos o rio vai retomando ao seu lugar original”, finalizou.

Cheia histórica

 

Em todo o Amazonas, dos 62 municípios do estado, 58 já foram afetados. Em Manaus, o Rio Negro alcançou no domingo (30) a marca de 29,97 metros, e a cheia deste ano se igualou ao recorde histórico de 2012 em Manaus. No Centro, uma das áreas mais afetadas na capital, já tão cheio de comerciantes, pedestres e veículos, agora precisa arrumar espaço para lidar também com uma água que invade pouco a pouco ruas e avenidas históricas.

Fonte:  G1 Amazonas

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