Emerson Servalho de Souza e Antônio Carlos Pinheiro Meireles, de 41 anos, foram presos na manhã desta quarta-feira (04/03). Eles são apontados como executores do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Davi Said Aidar, de 62 anos, morto no dia 6 de fevereiro deste ano. Segundo as investigações, Antônio Carlos é o autor dos disparos e teria recebido a quantia de R$ 50 pelo homicídio.

De acordo com informações preliminares da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ao todo, cinco pessoas participaram da ação: além dos dois presos na data de hoje, outros dois homens já estão sob custódia. Uma mulher, apontada como a suposta mandante, permanece foragida.

O delegado Adan Lou Porto, titular da DEHS, confirmou que a operação é fruto de um trabalho minucioso de inteligência.

“Dois homens foram presos hoje. Ao longo de fevereiro outros dois suspeitos já haviam sido presos. Uma mulher, que seria a mandante do crime, ainda está sendo procurada pela polícia. O motivo ainda está sendo esclarecido, com base nos depoimentos dos envolvidos”, informou a autoridade policial.

Dupla recebeu R$50 para matar professor da Ufam em bar na AM-010
Professor da Ufam, Davi Said Aidar, de 62 anos – Foto: Reprodução

O crime ocorreu no bar de propriedade do docente, localizado no Ramal Águas Brancas, na rodovia AM-010. Na ocasião, três criminosos com os rostos cobertos chegaram em uma motocicleta e dispararam diversas vezes contra Davi, na frente de sua esposa.

“Além do pagamento mínimo em dinheiro para alguns envolvidos, outros participantes tiveram dívidas pífias de drogas perdoadas por um mandante para realizar o serviço”, disse o delegado.

Durante a perícia no dia do crime, uma pistola legalizada (com Certificado de Registro Pessoa Física – Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) contendo munições foi encontrada no carro do professor e entregue às autoridades. O caso segue em investigação para esclarecer a motivação exata que levou à ordem do assassinato.

Legado acadêmico e luto
Natural de Ribeirão Preto (SP), o professor vivia no Amazonas há 24 anos. Davi Said Aidar era referência internacional em Ciências Agrárias. Com doutorado e pós-doutorado pela USP, ele se destacava em pesquisas sobre genética de abelhas e meliponicultura em comunidades rurais.

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