Professor preso por estuprar alunos tem histórico de abusos em Tapauá

Um professor de 53 anos foi preso acusado de uma série de crimes sexuais e agressões contra estudantes em Tapauá (a 449 quilômetros de Manaus). O suspeito, que atuava em uma escola municipal na comunidade da Foz do Tapauá, é investigado por estupro de vulnerável, assédio sexual, corrupção de menores e maus-tratos.

As diligências da Operação Purus Presente apontam que o docente utilizava sua posição de autoridade e a relação de confiança para vitimar crianças menores de 14 anos, focando especialmente naquelas com dificuldades de aprendizagem.

O delegado Armando Diatoschi, responsável pelo caso, detalhou um modus operandi cruel, onde o professor isolava as vítimas dentro da própria escola.

“Os crimes ocorriam no ambiente escolar, em sala de aula. Ele as mantinha em sala após o término das atividades para cometer seus atos criminosos. Foi possível constatar a ocorrência de comprometimento no desenvolvimento das crianças, episódios de choro e outros sinais de abuso”, relatou Diatoschi.

Histórico de abusos
Segundo a polícia, a gravidade do caso se estendeu para além dos alunos atuais. Segundo o delegado, as investigações localizaram adultos que foram abusados pelo docente há duas décadas.

“O mais chocante foi a descoberta de vítimas que sofreram os mesmos atos há aproximadamente 20 anos. Atualmente adultos, essas vítimas, que foram silenciadas pela vergonha e medo, decidiram denunciar o indivíduo”, afirmou a autoridade.

Apesar de ter negado todas as acusações em depoimento, o professor teve a prisão preventiva decretada e foi detido pela equipe policial. A Polícia Civil do Amazonas acredita que, com a divulgação da prisão, novos relatos possam surgir.

“Atualmente, ele se encontra em prisão preventiva. Após a conclusão do inquérito e a manifestação do Ministério Público, ele responderá pelos crimes que lhe forem imputados. É possível que surjam até novas vítimas agora que esse fato vem à tona”, concluiu o delegado.

O professor permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário enquanto o inquérito é finalizado.

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